FAMíLIA NãO AUTORIZA DESLIGAMENTO DE APARELHOS QUE MANTéM FUNCIONáRIO DOS CORREIOS VIVO; GREVE MANTIDA
30.03.2017

A família do funcionário dos Correios, Celso Luís, de 43 anos, ainda não permitiu que os aparelhos que o mantém vivo sejam desligados. Ele teve morte cerebral constatada no domingo (26), no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, após uma neurocriptococose, doença causada por fungos encontrados em fezes de pombo que ataca o sistema nervoso central. Em greve há dois dias, seus colegas realizam uma assembeia na unidade do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, nesta quinta-feira (30).

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Eles alegaram que a instituição é negligente e que as denúncias relacionadas a infestação de pombos, ratos e escorpiões na unidade são freqüentes. Ao Olhar Direto, representantes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso afirmaram que os trabalhos só serão retomados após a adoção de medidas que promovam a segurança aos servidores.

De acordo com o Sindicato, a instituição já realizou a limpeza e desinfecção do local. Os próximos passos agora são a dedetização e adoção de reparos estruturais que amenizem o calor no estabelecimento e ao mesmo tempo evitem a entrada dos pombos. Uma médica do trabalho vinda de Brasília também realizará exames nos trabalhadores que garantem só voltar ao trabalho após a execução destes pontos.

“Infelizmente os Correios têm dinheiro para pagar patrocínios, altos salários e viagens internacionais aos dirigentes da alta cúpula, mas alegam não ter dinheiro para investir em condições mínimas de trabalho e saúde”, diz sindicato em comunicado.

Em 2014 foi feita uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho em relação à falta de condições de trabalho e sanitárias nas unidades da ECT, mas também não foram tomadas providencias. Diante da situação, os servidores decidiram em assembleia a paralisar as atividades para evitar que outras pessoas sejam contaminadas até que o problema seja resolvido.  
 
Celso Luís ficou internado em estado grave por 15 dias, no Hospital Santa Rosa. Ele era morador do Bairro Cristo Rei e trabalhava há 23 anos no Correios. Ele deixa uma esposa e uma filha de 12 anos.

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