SENADOR DO PR ALERTA INDIVIDUALISMO DE TAQUES E DIZ QUE FEX EVITA ATRASO DE SALáRIOS EM MT
14.03.2017

O senador Wellington Fagundes (PR) declarou que a gestão do governador Pedro Taques (PSDB) “plantou ineficiência, indecisão e falta de atitude”. Para ele, o chefe do Executivo Estadual tem se preocupado mais em fazer políticas de campanha do que em administrar Mato Grosso.

Para Fagundes, houveram diversas falhas nos dois primeiros anos de administração de Taques. "É importante registrar que o Governo, até agora, implantou ineficiência, indecisão e falta de atitude. Isso é o que a gente viu”, disse, na manhã desta terça-feira (14), em entrevista à rádio Capital FM.

De acordo com o senador, o chefe do Executivo Estadual tem tentado alterar o seu governo, porém não obteve sucesso, pois está mais focado em fazer campanha eleitoral para o próximo ano. “Ele está tentando fazer suas mexidas, um pouco atabalhoado, porque a meu ver está mais preocupado em fazer política de campanha do que a administrativa. Mas essa é a nossa visão. Quem vai julgar isso é a população. Espero que nosso papel como oposição possa, inclusive, provocar o governo para que busque a eficiência, tomada de decisão e priorizar a melhor aplicação do recurso público. Espero que o governo procure fazer isso", opinou

Ele ainda criticou a postura adotada por Pedro Taques nos últimos meses. “A gente está vendo o governador fazendo programas em cadeia de rádio, dando justificativa, mandando abraço para todo mundo, mas não sei se isso é a solução para quem está morrendo no hospital. Eu espero que o governo procure essa eficiência que é o que todo mundo espera”, comentou.

Wellington Fagundes classificou a postura do governador, em relação aos outros partidos, como “individualista”. "A minha posição nunca foi de fazer oposição. O grande problema do governador é que ele não aceita, não busca reconhecer aqueles que querem trabalhar para alguém do Estado. Ele tem uma posição muito individualista. Agora ele abriu o governo, de uma forma assoberbada”, frisou.

O senador, que é possível candidato ao Governo do Estado, comparou-se a Taques e garantiu que adota postura contrária à do tucano. "O PR sempre foi um partido que procurou ter uma boa relação e, principalmente, fazer uma política construtiva e de resultados. Essa é a minha postura, nos meus seis mandatos como deputado e agora como senador. Temos votado, trabalhado e defendido todos os projetos de interesse de Mato Grosso, de forma una na bancada federal. Não é um trabalho individual”, ressaltou.

Ele comentou sobre o papel que os membros do bloco da oposição tem desenvolvido no Estado. "O papel da oposição não é apenas falar sobre a eleição. A função dela é, acima de tudo, do trabalho, do dia a dia, do mandato e, principalmente, de quem tem a responsabilidade de governar. A gente tem discutido, principalmente sobre aquilo que o governo tem sido ineficiente. Essa ineficiência tem sido apontada pela população e vamos cobrar. Como papel na democracia, é importante que se tenha uma oposição forte, para ajudar o governo a poder fazer a escolha certa. A gente tem buscado não somente falar do ano que vem, mas focar também no agora, no dia a dia”, asseverou.

Ao ser questionado sobre o posicionamento do Partido Progressista, em relação ao governo, Fagundes esquivou-se. “Não cabe a mim, como senador, discutir a posição do PP. Isso é uma discussão interna do partido, assim como o PR e todos os partidos terão que prestar contas à população. A gente presta contas no dia a dia, mas a melhor avaliação é nas eleições, onde a população mostra a melhor pesquisa, que é a das urnas”.

Mesmo tecendo duras críticas ao governador, o senador garantiu que tem auxiliado Mato Grosso no Senado Federal. “Por exemplo, essa batalha tão grande, que é praticamente uma reforma fiscal, que é a questão do Fundo da Compensação das Exportações, trabalhei como relator da LDO. Garantimos, pela primeira vez na história de Mato Grosso, o FEX, que já está com os recursos aprovados para 2017, que é R$ 1,950 bilhão. Se não fosse isso ser enviado para Mato Grosso, que é o Estado que mais recebe esses recursos, a situação seria calamitosa”, garantiu.

Fagundes ressaltou a importância do FEX para o Estado e também citou que o recurso deve ser repassado para todo o Estado. “Se hoje o governo consegue pagar os salários, mesmo que atrasados, e fazer alguma coisa, é graças a esse recurso, que é fruto nosso, da bancada como um todo. Mas não é só isso, em parceria com a AMM fizemos um projeto de Lei para fazer com que essa compensação seja justa entre os municípios. Mas o maior beneficiário desse dinheiro é o Governo, que recebe 75% do valor. Somente 25% vão para os 140 municípios do Estado”, concluiu.

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