“ÀS VEZES, O NOVO é PIOR QUE O VELHO
20.03.2017

 

 

O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) avaliou que as experiências de agentes políticos que se colocaram como “o novo”, nos últimos anos, foram “um fracasso”. Ele não citou nenhum nome, mas a alfinetada foi claramente direcionada ao governador Pedro Taques (PSDB).

 

Em entrevista ao programa O Livre, da Band, o parlamentar disse que em muitos casos, as más escolhas ocorrem pela “falta de leitura e preparo” do eleitorado.

 

“A população está aí sem rumo. Saiu uma multidão às ruas para brigar por transporte coletivo. É um problema, mas temos problemas muito maiores e a população não enxerga, porque está despreparada, despolitizada, quer mudar por mudar”, afirmou.

 

O novo é muito pior que o velho, como tem se mostrado as experiências A população sabe muito bem quem chegou ontem, rosnando

“Muitas vezes, o novo é muito pior que o velho, como tem se mostrado as experiências A população sabe muito bem quem chegou ontem, rosnando isso e aquilo, mas vê como está”, disse.

 

Para Bezerra, a velha guarda da política tem mais experiência e, em muitos casos, se mostra mais preparada para comandar um Executivo estadual ou municipal.

 

“Não quero polemizar com o governador, nem com ninguém. Mas está cheio de novo desse tipo na Câmara, no Senado, nos Governos, Prefeituras. Até nos Estados Unidos tem o novo, que é o Donald Trump. Esse é o novo. Os exemplos que temos de novo foram um fracasso total. O velho, ao menos, tem experiência, cautela, o novo não tem. Despreparado, afoito, fica como um macaco na loja de louças, quebrando tudo”, ironizou.

 

Sem relacionamento

 

Ao analisar a gestão Pedro Taques, o peemedebista disse que o tucano peca ao não manter um bom diálogo com a bancada federal.

 

Ele disse que, no início da atual gestão, se encontrou com Taques, em Brasília, e pediu uma reunião para falar sobre recursos federais. Entretanto, segundo ele, o governador nunca o procurou.

 

Desde então, Bezerra diz evitar participar de encontros dos parlamentares com o tucano, que, segundo ele, são poucos.

 

“Houve um chamado, uma vez, eu recebi, mas não fui. Porque já aconteceu dois entreveros entre o governador e parlamentares.  E eu tenho preocupação de participar de um entrevero desses, porque sou muito franco. Houve um choque verbal entre ele e o parlamentar, que não é bom”, disse.

 

Para Bezerra, a gestão de Taques “travou” o desenvolvimento do Estado.

 

“O Estado está paralisado. Tem R$ 1,5 bilhão na conta em obras para executar, deixados pela gestão passada, e esse dinheiro não roda, não executa. Temos informação de R$ 100 milhões na conta do Estado para executar o anel viário de Cuiabá, mas a obra está parada há dois anos. Um trecho será feito entre a Prefeitura de Cuiabá e o Dnit. Mas a outra parte está parada”, citou.

 

 

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