SITUAçãO E OPOSIçãO COMEçAM A SE ARTICULAR PARA A DISPUTA EM MATO GROSSO
20.03.2017

O cenário político eleitoral para 2018 em Mato Grosso será fortemente influenciado pelo rompimento da aliança entre o PT e o PMDB em nível nacional e a aproximação deste último com  o PSDB, que apoia e divide o Governo Federal com o peemedebista Michel Temer. O governador Pedro Taques, tucano de última hora, por sua vez, conta com isso e tem feito um forte movimento na tentativa de resgatar a sua credibilidade e popularidade junto à população e assim turbinar sua provável candidatura à reeleição e embaralhar a disputa.

 

Para os partidos de esquerda como o Psol, PcdoB, PT e PDT, especialmente, no entanto, as possibilidades são ainda mais promissoras. Uma aliança entre estas agremiações em torno de uma candidatura ao Palácio Paiaguás surge com força capaz de se contrapor com grande chance de vitória sobre as forças de centro e de direita, hoje vinculadas como responsáveis pelo caos político e econômico que assola o país de norte a sul e da qual, Mato Grosso não está imune.

Em caso de aliança, governador Pedro Taques deve escolher o vice de Mauro Mendes

 

“A força política que o Lula vem demonstrando em meio a essa crise é um sinal claro de dificuldades ainda maiores para os candidatos que vierem a se posicionar contra ele ou contra o candidato que ele apoiar em 2018, caso não possa disputar a Presidência da República por causa da Lava Jato”,  reconhece um analista político. Ou seja, o “Fator Lula” será um obstáculo difícil de ser ultrapassado pelos partidos de sityuação.

 

A oposição em Mato Grosso, no entanto, ainda se mostra isolada e pouco articulada. Mesmo não possuindo um projeto claro alternativo ao criticado modelo político-administrativo que vem sendo executado pelo governador tucano Pedro Taques, os partidos de esquerda contam com uma ampla penetração e sinpatia nos movimentos populares que voltaram a se agrupar e sair as ruas contra as reformas propostas pelos atuais mandatários do Poder em Brasília.

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No rastro desses protestos que avançam pelas ruas, bandeiras tradicionais dos partidos de oposição

vem ganhando destaque e visibilidade. Os líderes da opoisição, inteligentemente, estão aproveitando a oportunidade para capitalizar eleitoralmente o momento.

Quanto ao PMDB de Mato Grosso dificilmente o partido irá assistir pacivamente um embate entre as forças políticas em ascensão no estado. O cacique peemedebista Carlos Bezerra sempre tem na manga uma “carta surpresa” e poderá surpreender. Uma candidatura própria a fim de forçar um eventual segundo turno para que possa “vender” caro seu apoio não deve ser descartada.

 

Já as dificuldades para forjar uma unidade nas bases partidárias da situação ainda são bastante consideráveis. Há uma certa “inflação” de pretensos candidatos ao gabinete principal do Palácio Paiaguás. Além do próprio governador, as bases tem ainda nomes como os do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes e do ex-senador Jayme Campos, do DEM, além do “rei da soja”, Iraí Maggi, eterno pré-candidato que hoje manda e desmanda no PP e não esconde de ninguém que não desistiu do sonho de ser governador.

 

“A tendência natural é o PSDB e o DEM, que sempre tiveram forte unidade em Mato Grosso, forjarem uma aliança na cabeça de chapa em torno do governador Pedro Taques, arrebanhando partidos como o PSB e o PTB, além de outros partidos menores”, afirma um dirigente partidário da base de apoio de Taques.

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