DEPUTADO CRITICA POSTURA DE COLEGA QUE O CONVIDOU POR WHATSAPP PARA ASSINAR CPI NA AL
26.03.2017

O deputado estadual Silvano Amaral (PMDB) criticou o modo como sua correligionária, a deputada Janaína Riva, o convidou para assinar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre suposto rombo no Fundo Previdenciário do Estado de Mato Grosso (MT-Prev). Ele afirmou que ficou “espantado” ao ser convocado pela parlamentar por meio do aplicativo WhatsApp para apoiar o procedimento.

A CPI do MT Prev foi arquivada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (PSB), após não conseguir a quantidade mínima de oito assinaturas. Dias antes do arquivamento, a deputada Janaína Riva havia anunciado que tinha conseguido 10 assinaturas e o procedimento seria instaurado.

No entanto, cinco deputados da base governista decidiram deixar de apoiar as investigações, que não seguiram adiante. Os parlamentares Guilherme Maluf (PSDB), Adriano Silva (PP), Zé Domingo Fraga (PSD), Adalto de Freitas, o Daltinho (SD) e o próprio Botelho decidiram retirar suas assinaturas.

Já o deputado Oscar Bezerra (PSB), também aliado ao governador Pedro Taques (PSDB), manteve a assinatura. Os outros apoiadores da CPI são os parlamentares que compõem a oposição.

Até a manhã de terça-feira (22), o deputado Silvano Amaral não havia assinado a CPI proposta pela correligionária. Na data, Janaína criticou o fato de o parlamentar não apoiar a comissão e disse que chegou a fazer campanha no grupo de WhatsApp do PMDB de Mato Grosso para que ele assinasse.

Porém, o peemedebista disse que foi pego de surpresa com o pedido feito pela deputada, que somente teria decidido convidá-lo a assinar o pedido de instauração da CPI após os aliados de Taques retirarem o apoio à comissão. “A deputada Janaína colocou, por meio do WhatsApp, no grupo do PMDB de Mato Grosso, um convite para que eu assinasse a CPI do MT Prev. O pedido foi feito no último fim de semana, quando eu estava no interior do Estado”, disse, em entrevista à rádio Capital FM.

O parlamentar criticou o fato de a líder da oposição ter feito a convocação por meio de um aplicativo de mensagens. “Fiquei surpreso, porque acho que o instrumento para a assinatura de uma CPI não pode ser feito em um grupo de WhatsApp. Isso tem que ser conversado e exposto pessoalmente, porque não se abre uma CPI simplesmente para se abrir. Esse procedimento é coisa séria, tem que ser tratado de forma muito bem fundamentada, para que a gente possa assinar”, declarou.

Ele revelou que desde que propôs a instauração da comissão parlamentar, a deputada nunca solicitou a assinatura dele. “Me espantou quando a deputada colocou no grupo o convite para que eu assinasse a CPI, porque ela jamais, em nenhum momento nesse tempo todo em que estava propondo o procedimento, me procurou, se justificou ou apresentou fundamentos sobre a comissão para mim e, muito menos, pediu meu apoio ou minha assinatura. Por isso fiquei surpreso quando ela falou comigo”, relatou.

Silvano Amaral confessou que se decepcionou com a postura adotada pela parlamentar desde que deu início ao procedimento para tentar viabilizar a comissão. “Fiquei, de certa forma, chateado, porque na época ela colheu a assinatura de vários deputados da base governista. Eu sabia sobre a CPI antes de ser convidado para assinar, mas fiquei chateado com ela, justamente porque a deputada nunca procurou meu apoio ou pediu para que eu assinasse”.

O peemedebista enfatizou que não hesitaria em assinar a propositura da correligionária para apurar a situação da previdência estadual. “Jamais neguei uma assinatura para o apoio de projetos que eu considerar que são necessários, como é o caso da CPI do MT Prev. Eu assinei todas as CPIs que aconteceram na Assembleia. A dos frigoríficos, da saúde, da sonegação fiscal, das obras da Copa, que inclusive fiz parte da comissão”, pontuou.

APOIO À CPI

O deputado contou que na terça-feira, logo que chegou na Casa de Leis, procurou a correligionária para tratar sobre o assunto da CPI e assinou o procedimento. “Quando cheguei na Assembleia, a primeira coisa que fiz foi ir ao gabinete da deputada e expor essa situação. Aí eu assinei essa CPI, com o maior prazer do mundo. Sem dúvida nenhuma eu considero importante investigar o MT Prev, porque ele é um patrimônio do servidor público de Mato Grosso”.

Mesmo com a assinatura de Amaral, o procedimento para instauração da CPI permaneceu arquivado. “Pelo grupo do Whatsapp, ela me contou que tinha sete assinaturas. Mas na terça-feira, havia apenas cinco, porque outros dois deputados tiraram o apoio. Eu fui a sexta assinatura”, disse.

Durante o encontro com a parlamentar, o deputado contou que aproveitou para negar que faça parte da base governista ou que ainda tenha cargos no Executivo Estadual. “A deputada não me procurou, dispensou meu apoio. Sou secretário do partido, sempre me posicionei de forma independente, não tenho compromisso de ficar defendendo interesse do governador Pedro Taques. Sempre estive e vou estar ao lado dos interesses do Estado. Não faço parte da base do governador. Não tenho cargos no interior. Tinha alguns cargos do governo passado, que pedi para serem mantidos, mas foram demitidos no ano passado. Eles ficaram até 2016, mas demitiram e acabou a história”, comentou.

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