LúDIO RECEBEU CAIXA 2 PARA CAMPANHA DE 2014, DIZ DELATOR
12.04.2017

Ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral (PT) aparece entre os políticos acusados de terem recebido recursos da empreiteira Odebrecht, por meio de caixa 2, para o financiamento de campanha eleitoral.

 

A informação é do site O Globo. O veículo afirmou que a investigação do caso foi encaminhada à Procuradoria Regional da 3ª Região. O motivo é o fato de o suposto  intermediário do pagamento ter sido o atual prefeito de Araraquara (município do interior de São Paulo), Edinho da Silva.

 

O nome de Lúdio aparece na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar. De acordo com ele, o recurso em questão foi destinado ao financiamento da campanha de 2014, quando o ex-vereador petista disputou o cargo de governador.

 

O suposto valor enviado pela construtora via caixa 2 para Mato Grosso não foi divulgado.

 

Outros investigados

 

Além de Lúdio, ao menos outros oito petistas passarão a ser investigados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O nome destes aparece em delação de Emilio e Marcelo Odebrecht, que falaram sobre caixa 2 para a campanha de 2012.

 

Todos os casos acabaram sendo remetidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da Lava Jato, para outras instâncias da Justiça.

 

Serão apuradas denúncias também contra os ex-ministros Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha, os ex-deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha, além do ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho e o ex-tesoureiro da legenda Paulo Ferreira.

 

O mato-grossene Blairo Maggi, atual Ministro da Agricultura, também foi alvo de inquérito.

 

 

 

Sodoma 5

 

Lúdio Cabral chegou a ser alvo de condução coercitiva pelo Ministério Público de Mato Grosso em razão das suspeitas da prática de caixa 2, mas na campanha eleitoral de 2012, quando disputou o cargo de Prefeito de Cuiabá.

 

Segundo o MPE, seu então vice na chapa e posterior secretário de Estado, Francisco Faiad, usou R$ 1,7 milhão do total de R$ 8,1 milhões desviados do governo do Estado, para pagar dívida de campanha com a empresa Auto Posto Marmeleito. O esquema foi deflagrado na quinta fase da Operação Sodoma.  

 

O recurso teria sido pago em forma de propina pelos sócios do Auto Posto Marmeleiro e da Saga Comércio e Serviço de Tecnologia e Informática Ltda, Juliano Volpato e Edézio Corrêa, em troca da concessão de contratos e de compras fraudulentas de combustível, nos anos de 2011 a 2014.

 

Outro lado

 

Por meio de nota, o ex-vereador Lúdio Cabral afirmou não conhecer o conteúdo da denúncia e que, neste momento, não se manifestará a respeito do caso.

 

Veja a íntegra da nota:

 

Estou em Mimoso hoje, durante o dia, trabalhando como médico e acabo de tomar conhecimento da inclusão do meu nome em petição encaminhada ao TRF 3ª Região com pedido de investigação relacionada a tal lista da Odebrecht. 

Não conheço o conteúdo da petição. 

Como inclui ainda os nomes de Edinho Silva e Mariton Benedito de Holanda, a petição deve tratar da campanha eleitoral de 2014, quando fui candidato a governador de Mato Grosso pelo Partido dos Trabalhadores. Os dois foram, respectivamente, coordenador financeiro da campanha presidencial do PT e candidato a governador de Rondônia nas eleições de 2014.

Assim que me inteirar junto aos órgãos competentes sobre o conteúdo da petição me posicionarei a respeito.

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