PEDREIRO REVELA QUE RECEBEU R$ 1 MIL POR MêS PARA SER "LARANJA" DE EMPRESáRIO EM MT
24.04.2017

O pedreiro Sebastião Faria, que teria sido utilizado como “laranja” pelo empresário e delator Filinto Muller, afirmou a jornalistas estar “tranquilo”, mesmo após seu nome ter sido envolvido numa fraude de R$ 15,8 milhões, investigada pela operação “Sodoma”. Ele prestaria depoimento na qualidade de testemunha de defesa do ex-secretário de Estado de Fazenda (Sefaz-MT-MT), Marcel de Cursi, e do procurador do Estado aposentado, Francisco de Andrade Lima, o “Chico Lima”, nesta segunda-feira (24).

No entanto, os defensores dos envolvidos no suposto esquema desistiram do seu depoimento, que seria realizado a juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Rosane Santos Arruda. Mesmo assim, Sebastião conversou com a imprensa. 

Com jeito humilde e de fala simples, o pedreiro não soube explicar o porquê do seu nome aparecer como proprietário da SF Assessoria – empresa utilizada na fraude de R$ 15,8 milhões e que na realidade era administrada por Filinto Muller -, e que, apesar das acusações, esta “tranquilo”.

“Só assinei. Assinei pouco documento. Ele [Filinto Muller] me ajudava a comprar remédio para minha mãe com câncer. Ajudou durante um ano mais ou menos para pagar despesa com remédio”, disse ele.

O delator do esquema também teria pago o funeral da mãe do pedreiro, que morreu em Cáceres meses após a criação da empresa.

Sebastião disse ainda que recebeu durante um ano em torno de R$ 1 mil por mês e que ficou sabendo que seu nome estava envolvido no esquema pelo “jornal”. Ele afirma que “há um tempo” não tem contato com o delator do esquema.

JUIZ É OUVIDO

O juiz da Vara Especializada da Fazenda Pública, Luiz Leite Lindote, foi ouvido durante depoimento na Sétima Vara Criminal acerca da quarta fase da operação “Sodoma”. Antes de ingressar como membro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), o magistrado foi servidor da Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).

Lindote atuou na Secretária quando Marcel de Cursi também era servidor, nos anos 1990, motivo pelo qual foi escolhido por ele como testemunha de defesa. Como magistrado, atuou como auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça no setor de precatórios do Poder Judiciário.

Questionado se teria a desapropriação da área do bairro Jardim Liberdade com Marcel de Cursi, o magistrado declarou que o setor de precatórios não discute sobre isso com poder executivo. 

Em seu depoimento, ele afirmou que nunca soube de fatos que “desabonassem” Marcel de Cursi.

 

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