AMAM DEFENDE SELMA: “SOCIEDADE COBRA TRANSPARêNCIA DO JUDICIáRIO”
28.04.2017

O presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juiz José Arimatéa Neves Costa, saiu em defesa da colega Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado de Cuiabá, que é alvo de uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

A reclamação disciplinar foi ingressada pelo advogado Francisco Faiad, que está questionando a conduta ética e profissional da magistrada.

 

Entre outros pontos, Faiad argumentou que Selma não cumpriria o Código de Ética da Magistratura Nacional e a Lei Orgânica da Magistratura ao usar meios de comunicação, como a imprensa e as redes sociais, para emitir opinião em relação a processos e decisões de instâncias superiores.

 

Antigamente, quando eu era criança, juiz era igual cabeça de bacalhau, você sabia que existia, mas você nunca via. Ele era fechado nos gabinetes, nas redomas. Hoje a sociedade exige mais transparência

Apesar de afirmar não ter conhecimento de todas as alegações de Faiad, Arimatéa argumentou que a postura da magistrada é fruto, inclusive, de um “anseio” da sociedade, que cobra transparência do Poder Judiciário.

 

“Não existe um parâmetro, não é uma coisa matemática, não há um número exato, uma intensidade exata que um juiz pode se expor na mídia, de uma forma geral”, disse o presidente, ao ser questionado se há limites para a manifestação dos juízes.

 

“Hoje, a sociedade exige que haja mais transparência na atividade jurídica”, afirmou Arimatéa.

 

Segundo ele, em razão dessa “cobrança”, os próprios magistrados têm mudado seus perfis, não se permitindo mais ficarem em “redomas”.

 

“Antigamente, quando eu era criança, juiz era igual cabeça de bacalhau, você sabia que existia, mas você nunca via. Ele era fechado nos gabinetes, nas redomas”, disse.

 

“Hoje não. Com a redemocratização do país, com a transparência, com a comunicação em tempo real, o juiz é obrigado a se comunicar com a sociedade, com a mídia de uma forma geral. A coisa mudou, o juiz de 20, 30 anos atrás não é o mesmo de hoje”, concluiu o presidente.

 

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