COM MEDO, ADVOGADO PROCUROU MPE E ADMITIU ESQUEMA, DIZ DELEGADO
03.05.2017

O suposto esquema de fraude no abatimento de tributos devidos pela empresa Caramuru Alimentos, que culminou na prisão preventiva de três agentes de tributos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) na manhã desta quarta-feira (3), foi denunciado pelo advogado Themystocles Ney de Azevedo de Figueiredo, que estava envolvido no sistema.

 

De acordo com o delegado da Defaz, Lindomar Toffoli, a denúncia foi motivada pelo medo de o advogado se tornar alvo de uma investigação policial.

 

“A denúncia chegou à Defaz depois de chegar ao conhecimento da imprensa eventuais irregularidades relacionada à empresa Caramuru. Ao chegar para imprensa, um advogado ficou com receio de que aquela investigação fosse voltada para a pessoa dele. Resolveu, então, procurar o Ministério Público para falar sobre a situação de ilegalidade das quais ele fez parte”, relatou o delegado.

 

Conforme o delegado, o advogado procurou o MPE, no ano passado, em função das denúncias feitas pelo então candidato à Prefeitura de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), durante a campanha.

 

Na época, Wilson acusou a Caramuru Alimentos S/A de ter beneficiado Bárbara Pinheiro, esposa do empresário Marco Polo Pinheiro, o “Popó”, irmão do atual prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB).

 

Segundo Wilson, que divulgou a gravação de uma conversa entre Bárbara e Popó, os dois teriam recebido propina para acelerar a concessão de benefícios fiscais do Estado à empresa.

 

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