SOB RISCO DE FICAR ISOLADO EM MT, PR DEVE DEFINIR RUMOS, MAS MANTéM COBRANçA DE VAGA AO SENADO
19.05.2014

Deputados Emanuel Pinheiro e Ondanir Bortolini, o Nininho, fazem parte da bancada do PR

Deputados Emanuel Pinheiro e Ondanir Bortolini, o Nininho, fazem parte da bancada do PR

A redução de especulações para a montagem das alianças com vistas às eleições de 2014 empurram o Partido da República, sem o ex-governador e senador Blairo Maggi, para a busca de um porto seguro. E é para encontrar esse norte que a Executiva do PR se reúne, nesta segunda-feira (19), para evitar ser engolido pelos futuros aliados e, principalmente, não perder o direito de indicar o candidato ao Senado e formatar a chapa para a disputa à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O que deixa o PR na berlinda é o fato de que o quadro de candidatos a governador de Mato Grosso continua indefinido. Depois do anúncio do senador Blairo Maggi de que não será candidato ao governo, aumentaram conjecturas, nos bastidores políticos, mas na prática não houve avanço na perspectiva de alianças.

O presidente regional do PR, deputado federal Wellington Fagundes, vai reunir a Executiva com os deputados estaduais para discutir os próximos passos. O gigantismo da bancada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que durante o governo foi importante para a conquista de força política e cargos na administração do governador Silval Barbosa (PMDB), passou a se tornar um empecilho. Praticamente todos os futuros aliados descartam coligar com o PR, na chapa proporcional.

A reportagem do Olhar Direto apurou que, na bases do PR, cresce a possibilidade do senador José Aparecido Cidinho Santos, primeiro suplente de Maggi no exercício do mandato, vir a ser o candidato ao Senado pela agremiação. Fagundes está com a credibilidade estremecida, tanto na base governista quanto na oposição, perdendo musculatura para disputar uma vaga ao Senado.

A dubiedade do PR prejudicou inclusive a força interna do prefeito Mauro Mendes, presidente do PSB e coordenador da política de alianças na futura coligação do senador José Pedro Taques, pré-candidato ao governo pelo PDT. Mendes anunciou que o PR tinha fechado com Pedro Taques e, no dia seguinte, os republicanos sentaram-se à mesa, novamente, com os governsitas.

“O PR vai decidir internamente qual rumo tomar. O PR não pediu para ter a vaga ao Senado em troca do apoio a Pedro Taques”, desconversou Fagundes, recentmeente, para  reportagem do Olhar Direto, sobre um dos temas mais polêmicos do acordo que não vingou, com PDT e PSB. E não é apenas a vaga ao Senado que está em discussão.

“Temos algumas condicionantes, como a formação das chapas proporcionais. O PR tem ao todo oito deputados na Assembleia de Mato Grosso, temos um peso muito grande. Há uma série de elementos que precisam ser considerados”, emendou Wellington Fagundes.

O PR possui sete deputados titulares: Mauro Savi, Hermínio Jota Barreto, João Antônio Malheiros, Emanuel Pinheiro, Sebastião Rezende, Wagner Ramos e Ondanir Nininho Bortolini. Além deles, o primeiro suplente Neldo Egon Weirich tem ocupado permanentemente uma cadeira, na Assembleia Legislativa, nos últimos dois anos e é considerado o "oitavo" deputado do PR.

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