NADAF EXPLICA DIVISãO DE PROPINA DE R$ 3,5 MILHõES; ASSISTA
17.05.2017

Em depoimento prestado à juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf detalhou como foi realizada a divisão da propina referente à compra, pelo Estado, de uma área rural de 727 hectares na região do Manso.

 

O esquema foi desbaratado durante a duas fases da Operação Seven, em 2015 e 2016, e teria causado prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres públicos.

 

A área de terra, segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), já pertencia ao Estado e teria sido adquirida novamente do médico Filinto Corrêa da Costa, com valor superfaturado em R$ 4 milhões.

 

Em seu depoimento, Nadaf afirmou que recebeu R$ 2,150 milhões do ex-procurador do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, apontado como um dos intermediadores da propina.

 

Eu recebi do doutor Francisco R$ 2,150 milhões. R$ 1,5 milhão destinei a compromissos políticos. Fiquei com R$ 500 mil e R$ 150 mil destinei ao Buffet Leila Malouf

Deste montante, Nadaf admitiu ter ficado com R$ 500 mil.

 

Segundo o ex-secretário, R$ 1,5 milhão teria sido destinado ao pagamento de “compromissos políticos” do então governador Silval Barbosa (PMDB) e R$ 150 mil ao Buffet Leila Malouf.

 

Este último pagamento seria referente a serviços prestados pelo buffet na realização da cerimonia de posse de SIlval.

 

“Houve um desvio de R$ 7 milhões, pra cobrir uma dívida de R$ 1,5 milhão. Sobrou R$ 5,5 milhões, mas de retorno (propina) teve R$ 3,5 milhões, já que parte tinha que pagar o dono do terreno”, explicou o ex-secretário em seu depoimento.

 

“Eu recebi do doutor Francisco R$ 2,150 milhões. R$ 1,5 milhão destinei a compromissos políticos. Fiquei com R$ 500 mil e R$ 150 mil destinei ao Buffet Leila Malouf”, afirmou Nadaf.

 

“Sumiço”

 

Durante o depoimento, a juíza Selma Arruda ressaltou que, dos R$ 3,5 milhões (propina limpa), R$ 2,150 milhões teriam sido destinados a Nadaf (que fez alguns pagamentos, além de ter pego parte para si).

 

Diante disso, a magistrada questionou o destino dos R$ 1,350 milhão restante.

 

Nadaf explicou que R$ 500 mil foram pagos ao ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, que inclusive, admitiu o recebimento de propina e atualmente é delator do esquema.

 

Já os R$ 850 mil restantes, ele disse não ter conhecimento do que foi feito exatamente. Segundo ele, no entanto, pouco mais de R$ 100 mil teriam sido entregues ao ex-secretário de Estado de Fazenda, Marcel de Cursi.

 

“Dos 1,350 milhões, R$ 500 mil ficou para o Dalberto. Aí parece que uma destinação pro Marcel de R$ 100 mil e pouco, que aparece na Seven 2. O restante não tenho conhecimento”, disse.

 

Segundo Nadaf, a operação para a distribuição dos pagamentos restantes teria sido feita por Chico Lima.

 

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