“NADAF BOTOU A MãO NO BOLSO E ME ENTREGOU”, DIZ DELATOR; ASSISTA
18.05.2017

Em depoimento prestado à juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, o ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto explicou como recebeu os cheques no valor de R$ 500 mil, a título de propina, para autorizar a autarquia a comprar um terreno de R$ 7 milhões do médico Filinto Corrêa da Costa.

 

Conforme Dalberto, foi o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf quem fez o pagamento,  dentro da Casa Civil, em dezembro de 2015 (assista o vídeo ao final da matéria).

 

“Não me lembro o dia correto, mas era por volta de 19h, porque eu  sempre saia tarde do serviço. Meu ramal tocou,  porque na verdade o sistema de Governo, a senhora [juíza] deve conhecer, tem o sistema de ramal, todos os órgãos se comunicam por ramal, não se comunicam por outra forma. Então meu ramal tocou,  era para eu passar na Casa Civil”, disse.

 

Aí eu passei lá e o secretário da época, o senhor Pedro Nadaf botou a mão no bolso e me entregou. Aí eu guardei, não contei, não olhei, não sei se era 5, se era 6 [cheques], não me lembro

“Aí eu passei lá e o secretário da época, o senhor Pedro Nadaf botou a mão no bolso e me entregou.  Aí eu guardei, não contei, não olhei, não sei se era 5, se era 6 [cheques], não me lembro. Aí eu fiz o que? Eu já tinha combinado com um amigo meu que iria emprestar a ele.  Liguei para ele e emprestei, com 1% de juros ao mês. Era um rendimento que eu pensava ter”, afirmou.

 

Os fatos são relativos à Operação Seven, que apura suposto esquema que teria desviado estes R$ 7 milhões dos cofres públicos por meio da compra da área de terra de 727 hectares, localizada na região do Manso.

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