DELATOR DIZ QUE FUNCIONáRIO DA CARAMURU QUIS COMPRAR SEU SILêNCIO
22.05.2017 Representante da Caramuru Alimentos S/A, Walter de Souza Júnior teria oferecido R$ 1 milhão ao advogado Themystocles Ney de Azevedo de Figueiredo para que este não revelasse à polícia a fraude em um Processo Administrativo Tributário (PAT) da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que reduziu de R$ 65,9 milhões para pouco mais de R$ 315 mil o valor de uma multa aplicada a empresa. O esquema, investigado na operação Zaqueus, deflagrado no início do mês pela Delegacia Fazendária (Defaz), resultou na prisão dos agentes de tributos André Fantoni, Alfredo Menezes de Mattos Junior e Farley Coelho Moutinho (este último solto no dia 9 de maio por decisão do Tribunal de Justiça). Eles teriam recebido R$ 1,8 milhão em propina para alterar a conclusão do PAT. A suposta oferta de pagamento por parte do representante da Caramuru foi revelada pelo próprio Themystocles, que é delator do esquema, em depoimento prestado na Delegacia Fazendária (Defaz). "[Walter] pediu para o interrogando [Themystocles] pegar um vôo para a sede da empresa situada em Sorriso para que lá pudessem assinar os pareceres de um serviço que Walter sabia que não havia sido prestado, sendo que no hotel Walter disse para o interrogando: ‘se der problema eu te arrumo meio milhão ou até um milhão para você não entregar os parceiros‘".
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