SECRETáRIO ALEGA QUE CORONEL DA PM COMPROU COMPUTADOR DE “ALTA POTêNCIA”
23.05.2017

O aparelho adquirido pelo coronel da Polícia Militar, Evandro Alexandre Lesco, pode conectar 16 computadores numa rede local. A informação foi passada pelo secretário de Comunicação de Mato Grosso, Kleber Lima, em entrevista concedida ao programa CBN Cuiabá (Rádio CBN) na manhã desta terça-feira (23).

Lesco, que é Secretário da Casa Militar, foi acusado pela deputada estadual Janaína Riva (PMDB) na última quinta-feira (18) de fazer parte do esquema de escutas ilegais que teriam sido realizadas pela Polícia Militar de Mato Grosso. Ela teria sido uma das vítimas do suposto crime. Kleber Lima, porém, afirmou que o equipamento adquirido pelo oficial da PM não é “ilegal”.

“Vou recomendar isso a todos que estão nos ouvindo agora: pega a nota que tá publicada em vários sites e jornais. Pega os produtos que estão listados ali e faz uma pesquisa no Google. Qualquer um de nós pode ir na Kadri e comprar. O que determina se ele seria ou não usado em sistemas de inteligência, são programas inseridos dentro do computador. O computador é formado por três coisas. Isso eu aprendi no primeiro  semestre da faculdade: é o hardware, o software e o peopleware”, disse ele, em referência ao operador da máquina.

Kleber Lima também fez críticas a cobertura da imprensa sobre os supostos grampos promovidos pela PM e que teriam atingidos adversários do governador Pedro Taques (PSDB). Segundo ele, parte das escutas teriam sido realizadas ainda em 2014, durante a gestão de Silval Barbosa (PMDB),

O secretário ainda destacou que o caso está em fase de investigação, e que não há provas de que os grampos ilegais ocorreram. “Nós não concordamos com mal feito e não vamos proteger nenhum malfeitor. Mas o que precisa ficar claro: não é correto, é leviano, é irresponsável, atribuir culpa neste momento, ao governador do Estado ou qualquer servidor público sem que antes seja procedida a devida investigação, que se observe o devido processo legal”, disse.

Kleber Lima lançou dúvidas sobre a própria existência dos grampos, dizendo que alguém está “seletivamente vazando na imprensa” as denúncias. “Até agora são só denúncias. Conhecemos o que alguém está seletivamente vazando na imprensa. Você tem algum áudio? Ninguém tem”, respondeu.

O secretário reconheceu que o “fato é grave” e que a denúncia carece da “máxima e rigorosa investigação”. Porém, alertou que os envolvidos no caso podem ter o “benefício da dúvida”.

Um inquérito na Polícia Judiciária Civil (PJC) e outro na Polícia Militar foi aberto para investigar o caso. Kleber Lima disse que um coronel da reserva da PM foi convocado para presidir a investigação da corporação.   

TEMER

O benefício da dúvida, que os meios de comunicação deveriam conceder aos envolvidos no suposto esquema dos grampos em Mato Grosso, foi possibilitado ao presidente Michel Temer (PMDB), segundo Kleber Lima, que também comentou a situação política do Chefe do Poder Executivo Nacional.

De acordo com ele, o que parecia ser um escândalo que derrubaria Temer “fulminantemente no primeiro dia”, perdeu força em razão do “benefício da dúvida”. Kleber argumentou que os áudios divulgados pelo jornal O Globo, e que apontam um suposto aval do Presidente da República na concessão de uma “mesada” ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), para que ele fique “calado”, pode ser “anulado”.

“No caso de Temer, o que parecia ser um escândalo que o derrubaria fulminantemente no primeiro dia, foi dado a ele o benefício da dúvida na medida que se descobriu que os áudios que foram vazados do diálogo que ele teve com um dos irmãos da JBS sofreu mais de 5 edições. Isso pode invalidar o áudio como prova”.

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