JUIZ AUTORIZA BUSCAS E DIZ QUE LOJA LUCIULA
08.05.2017

O juiz Cláudio Zeni, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, criticou a conduta da loja Luciula Calçados e Acessórios Eireli, que se recusou a fornecer documentos para dar prosseguimento ao seu processo de recuperação judicial ao advogado Ricardo Ferreira de Andrade, nomeado como administrador judicial do caso.

 

A recusa foi comunicada ao magistrado na semana passada, que determinou que a loja apresente, em um prazo de cinco dias, a documentação solicitada pelo administrador judicial A decisão é da última sexta-feira (5).

 

Na determinação, Cláudio Zeni autorizou, caso a loja não cumpra a determinação, uma ordem de busca e apreensão dos documentos.

O ato haverá de ser cumprido pelo oficial de justiça plantonista, valendo cópia desta decisão como mandado e como ofício requisitório de força policial, se o meirinho entender estritamente necessário para aperfeiçoamento da diligência

 

“O ato haverá de ser cumprido pelo oficial de justiça plantonista, valendo cópia desta decisão como mandado e como ofício requisitório de força policial, se o meirinho entender estritamente necessário para aperfeiçoamento da diligência”, diz trecho da decisão.

 

No documento, o juiz declarou ser uma “atitude inaceitável” a posição da empresa em não fornecer os documentos.

 

“Por oportuno, cabe registrar que não encontra qualquer razoabilidade a negativa empresarial de apresentação dos dados e documentos solicitados pelo administrador judicial, sobremodo levando em conta que o que foi requerido está dentro do acervo típico da contabilidade empresária, sendo daí verossímil dizer que a ocultação pode ser manobra para atraso da regular marcha processual, atitude inaceitável”, diz outro trecho da decisão.

 

A Luciula teve o pedido de recuperação judicial aceito pelo magistrado em abril deste ano.

 

A empresa, que possui unidades nos shoppings Pantanal, Goiabeiras, Três Américas, na Capital, e no Várzea Grande Shopping, no município vizinho declarou dívidas na ordem de R$ 6,1 milhões. 

 

A recuperação

 

Na ação, a empresa contou que iniciou as atividades há mais de 30 anos, com a abertura da primeira loja no calçadão da Ricardo Franco, na Capital.

 

Em 2013, foi iniciada uma reestruturação na empresa, que inicialmente atendia as classes A e B, em razão de uma pesquisa ter apontado que a marca não manteve sua aderência nesse mercado, “o que gerou um expressivo passivo bancário”.

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