DELATOR REVELA QUE PERMíNIO DEU "DRIBLE" EM COMPARSAS POR PROPINA NA SEDUC
30.05.2017

A juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, inicia nesta terça-feira a audiência de instrução da terceira fase da “Operação Rêmora”, denominada “Grão Vizir”. Hoje, serão interrogados os empresários e delatores da operação, Giovani Belatto Guizardi e Luiz Fernando da Costa Rondon.

Na audiência, os empresários devem revelar detalhes sobre os esquemas criminosos que eram praticados na Secretaria Estadual de Educação (Seduc), pasta onde ocorriam as fraudes apuradas na Rêmora. Eles são proprietários de empresas que participaram das irregularidades no Estado.

Na terceira fase da operação, foram denunciados os empresários Alan Malouf e Edézio Corrêa. Malouf chegou a ser preso preventivamente, porém foi colocado em prisão domiciliar dias depois.

A “Grão Vizir” é baseada na delação premiada de Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, que revelou à Justiça que Alan Malouf era a parte mais interessada no êxito do esquema de corrupção, que consistia em cobrar propina às empreiteiras que prestavam serviços em obras de reformas e construção de unidades escolares.

O dinheiro desviado seria para recompensar Malouf pelos R$ 10 milhões que supostamente teria investido na campanha eleitoral do governador Pedro Taques (PSDB).

VEJA TUDO COM DETALHES

14h35 - O empresário disse que nunca soube do envolvimento do empresário Alan Malouf no esquema. Termina o depoimento.

14H30 - Informa ser dono da construtora Luma. Comenta que foi abordado por outros empresários para participar de uma reunião para definir obras na Seduc. Assume que pagou uma vez propina para Giovani Guizardi, mas depois não deu sequência. "Ele me pediu 5% sobre meus recebimentos e eu disse que não tinha como pagar. Daí, ele abaixou para 3% e eu voltei a dizer que não conseguiria honrar", assinalou.

14H25 - Começa o depoimento do empresário Luiz Fernando Rondon, que também é delator. Ele reafirma seu depoimento dado ao Ministério Público Estadual.

14H22 - Termina o depoimento de Giovani Guizardi.

14h13 - Giovani Guizardi comenta que ele nem sua esposa, Jamile, nunca foram ameaçados pelo empresário Alan Malouf. "O que sai é fofoca da mídia", afirma. 

14H05 - Segundo delator, os empresários tinhaM conhecimento do esquema e eram beneficiados. Comenta que o empresário Esper foi falar com Permínio para saber se era ele mesmo que estava organizando o esquema. Daí, Permínio  confirmou que sim. Guizardi assume ter arrecadado R$ 1,2 milhão em propinas na Seduc. Revela que o empresário Ricardo Sguarezzi acaertava diretamente com Permínio e ele não sabe quantos o ex-secretário recebeu. "Descobri que o Permínio estava pegando dinheiro fora da organização criminosa", assinala, ao acrescentar que Permínio representava o grupo político do deputado federal Nilson Leitão, o estadual Guilherme Maluf e o empresário Alan Malouf.  

13H59 - Guizari volta a detalhar que 75% da propina arrecadada era divida entre Alan, Maluf e Permínio. Do que restava, 5% ficavam para cada um dos servidores Fábio Frigeri, Wander Luiz e Moisés Dias. O empresário assume que ficava com 10%.

13H55 - O empresário comenta que Wander lhe informou que os 5% sobre as obras já estavam sendo repassados. No entanto, Guizardi conversou com Alan para que o percentual de propina na pasta aumentasse. Ele diz que foi convencido por Alan a participar da organização criminosa.

13h52 - Guizardi explica que herdou um sistema de corrupção na Seduc que era comandado pelo empresário Ricardo Sguarezi durante a gestão anterior. Conta que apresentou o empresário Alan Malouf para o então secretário de Educação, Permínio Pinto, no início de 2015. Na época, os três comentaram sobre projetos de reforma de escolas. Em seguida, o trio procurador o ex-servidor Vander Luiz Fernandes. Também explica que Alan Malouf ligou para o então presidente da Asembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) para marcar com Wander encontrar Guizardi na Seduc.

13h50 - Começa a audiência. O primeiro réu a depor é o empresário Giovani Guizardi, que após ser preso fechou acordo de colaboração premiada. A juíza Selma Rosane Arruda Santos proíbe imagens dos depoentes. Guizardi diz que mantém o acordo de colaboração premiada.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade