EMPRESAS E MOTORISTAS FAZEM REUNIãO PARA EVITAR A GREVE
05.06.2017

 Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (Sintrobac) fará uma última reunião, na próxima quarta-feira (7), com os donos das empresas para tentar um acordo antes de decidirem pela greve do transporte coletivo, que pode acontecer já na próxima segunda-feira (12).

 

Na quarta-feira vence o prazo pedido pela Câmara Municipal de Cuiabá para tentar mediar um acordo entre os dois lados.

 

Caso nada seja acertado, na sexta-feira (9) os trabalhadores realizarão uma assembleia para deliberar sobre o indicativo de greve, que pode começar na próxima segunda.

 

“Os empresários acabaram marcando mais uma reunião. Na sexta-feira, a gente vai fazer uma assembleia com a categoria. Se tiver uma proposta aceitável encerra, mas se não tiver a gente vai ter o indicativo de greve. E se houver greve já começa na segunda-feira”, afirma o presidente do Sintrobac, Ledevino Conceição.

 

Os trabalhadores reivindicam um aumento salarial de 15% e também plano de saúde.

 

Até o momento já foram realizadas três reuniões entre a categoria e os empresários, mas não houve nenhum acordo.

 

O argumento dos empresários é de que o sistema do transporte coletivo vem passando por problemas financeiros, já que não houve um reajuste no preço das passagens. Então não há recursos para aumentar os salários.

 

Nenhuma proposta nova deve ser apresentada aos trabalhadores na próxima quarta-feira.

 

Ledevino não acredita que possam chegar a um acordo na reunião.

 

“Até agora eles não ofereceram nada, nada do que foi reivindicado. Eu não estou muito esperançoso. Se eles fossem oferecer alguma coisa, já teriam oferecido”, disse o presidente.

 

Quanto à duração da possível greve, Ledevino diz que não há previsão, mas, de acordo com sua experiência, não dura mais do que uma semana.

 

“Greve a gente não consegue prever, mas pelo costume que a gente tem, geralmente no terceiro dia o Ministério Público já entra e marca audiência de conciliação, porque é coisa de interesse público. Normalmente em uma semana decide” afirmou.

 

As ruas, no entanto, não ficarão totalmente sem ônibus caso seja aprovada a greve.

 

Por lei, a categoria deve manter pelo menos 30% da frota circulando.

 

 

 

Por reajuste de 15%, motoristas cruzam os braços a partir do dia 7

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