JUíZA NãO Vê ILEGALIDADE EM
05.06.2017

Não vejo nenhuma ilegalidade no meu ato e digo mais, não vejo motivo para tanta confusão, para tanta notícia. É um caso como qualquer outro. Vários casos iguais acontecem diuturnamente na Vara e não são alvos desse tipo de descontentamento. A declaração é da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, em relação ao anúncio do desembargador do Tribunal de Justiça Marcos Machados, que em sessão do Tribunal Pleno, na última quinta (25), disse estar coletando provas para ingressar com uma ação de reparação por danos morais contra a juíza e um promotor do Gaeco.

Em entrevista à Rádio Capital, nesta manhã (2), Selma comentou que ainda não se preocupou em se aprofundar no assunto. “Pelo que eu recordo dos fatos, à época, o Gaeco pediu a interceptação de um telefone que era de um alvo legítimo, salve engano era o Silval Barbosa, e disse que possivelmente ele estaria se utilizando desses números.”

A juíza acrescentou que quando se investiga determinados crimes, nem sempre a pessoa alvo da investigação utiliza o próprio telefone para se comunicar. Neste sentido, ensinou que a jurisprudência é pacifica em compreender que é legítimo a interceptação dos telefones que possivelmente seriam usados pelo suspeito. “Então, o que aconteceu é que o Gaeco pediu interceptação do número que estava em nome dele (Silval) e de outros números que supostamente ele utilizaria. Foi nesse sentido que eu deferi a interceptação telefônica e que acabou surgindo aquele problema que envolveu o desembargador”.

Na sessão da semana passada, o desembargador deixou de participar do sorteio da distribuição de uma notícia-crime protocolada pela OAB-MT relativa às interceptações por se declarar suspeito para apreciar o caso. Disse que todos no TJ têm conhecimento que ele retornou uma ligação, em setembro de 2015, ao ex-governador peemedebista.

“E esse telefonema foi exposto como se eu tivesse entrado em contato com ele para ajudar a esposa, então envolvida numa operação. A gente sabe que essa ligação decorreu justamente por um relacionamento pessoal e solidário que tinha com ele e com a família e não deixo de ter. Não obstante a surpresa que tive com toda a evolução de atos por ele imputados na ceara criminal e política”, comentou.

Marcos Machado revelou ainda que está levantando provas para acionar o promotor de Justiça. “Percebo a possibilidade inclusive da juíza”, acrescentou. O desembargador contou também que a interceptação teria ocorrido por meio da “barriga de aluguel”.

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