JUíZA NEGA ILEGALIDADE E DIZ NãO VER MOTIVO "PARA TANTA CONFUSãO"
06.06.2017

Titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, a juíza Selma Arruda afirmou não ver motivo "para tanta confusão” no caso da interceptação de uma conversa telefônica entre o desembargador do Tribunal de Justiça, Marcos Machado, e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Em entrevista à Rádio Capital FM na manhã da última sexta-feira (2), a magistrada pontuou que este “é um caso como qualquer outro”, semelhante a diversos que, segundo ela, “acontecem diuturnamente na vara e não são alvo desse tipo de descontentamento”.

 

“Não vejo ilegalidade no meu ato. Digo mais, não venho motivo para tanta confusão, para tanta notícia”, afirmou.

 

Não vejo ilegalidade no meu ato. Digo mais, não venho motivo para tanta confusão, para tanta notícia

O diálogo entre Marcos Machado e Silval Barbosa ocorreu em setembro de 2015 e foi interpretado como uma tentava de tráfico de influência do ex-governador, já que a defesa do peemedebista havia impetrado um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça que pleiteava a soltura de sua esposa, Roseli Barbosa.

 

Na época, a ex-primeira-dama estava presa preventivamente por suspeita de envolvimento no desvio de R$ 2,8 milhões da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), por meio de contratos de fachada, caso investigado pela operação Arqueiro.

 

Marcos Machado acabou respondendo a uma sindicância no TJ e processo administrativo disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) depois que o áudio da conversa entre ele e Silval foi “vazado” para a imprensa.

 

Com as denúncias arquivadas, o desembargador afirmou, na última semana, que reúne provas para acionar o promotor de Justiça Marco Aurélio Castro, coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) à época dos fatos, e, até mesmo, a juíza Selma, que autorizou a interceptação em questão, visando uma reparação de danos morais.

 

A interceptação de pessoas não investigadas pela operação Arqueiro é uma das razões que, segundo o desembargador, o levaram a crer que o grampo em questão possa ter sido realizado por meio da tática de “barriga de aluguel”, quando telefones de pessoas não envolvidas em crimes são listados em pedidos de quebra de sigilo sob identidades falsas.

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