SERVIDORES RECLAMAM DE RENúNCIA DE R$ 3,5 BI AOS "BARõES" E EXIGEM RGA INTEGRAL EM MT
07.06.2017

Os representantes do Fórum Sindical, entidade que representa as categorias do funcionalismo público, cobram que a Assembleia Legislativa devolva o projeto que prevê o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) parcelado ao poder executivo. Eles pedem a retomada das negociações para pagamento da reposição inflacionária.

A proposta do Governo prevê o pagamento do reajuste de 6,58% em três parcelas, a partir de janeiro de 2018. Os sindicalistas rejeitaram a proposta e realizaram uma paralisação geral no Estado nesta quarta-feira.

Segundo Henrique Lopes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), a alegação de crise econômica para não concessão da RGA integral não se sustenta. Ele destacou que a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2018 prevê uma renúncia fiscal de R$ 3,5 bilhões. “Como pode um estado em crise  abrir mão de R$ 3,5 bilhões em um ano. E aí sacrifica os servidores públicos”, questionou.

Representante do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig), Antônio Wagner de Oliveira, cobrou a retomada das negociações antes do projeto ser votada na Assembleia Legislativa. Ele destacou que a proposta só foi conhecida pelos servidores através da imprensa.

Oliveira apontou ainda a necessidade da mobilização de todas as categorias. "É um exercício de resistência, se for necessário temos que acampar aqui dentro, acho que os servidores estão começando a entender que esta também pode ser uma ação", disse, não descartando a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado.

Gisela Simona, do Sindicato dos Conciliadores de Defesa do Consumidor, servidora de carreira no Procon, avalia que a falta de diálogo é muito ruim, e pode prejudicar a oferta de serviços a população. "Acreditamos que os deputados são representantes do povo e não do governador e por isso creio que podem convencer o governador a encaminhar um substitutivo". 

DEPUTADOS

Deputados estaduais se dividiram sobre as reivindicações dos servidores públicos. Os membros da oposição entendem que a RGA deve ser paga de forma integral. “Sou servidor público, filho de professora, e defendo a luta dos servidores. Votarei com eles”, disse Alan Kardec (PT).

Apesar de ser da base aliada, o deputado Wancley Carvalho (PV) colocou que o Estado deve buscar saídas para incrementar as receitas. "Entendo que o Estado está realmente passando por um problema financeiro, mas sempre defendi que nós temos que buscar um dinheiro novo, através das commodities", disse.

Já o deputado Zé Domingos Fraga (PSD) disse que o Governo tem buscado resolver a situação. Ele destacou que a crise econômica é real e os servidores devem entender o momento. “Hoje a folha cresce de forma geométrica, enquanto a receita de forma aritmética”.

Ele disse, porém, que é possível antecipar as parcelas de pagamento da RGA. “Acho que dá para pagar a primeira em dezembro deste ano, a segunda em fevereiro do ano que vem e a terceira em maio”.

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