IMOBILIáRIA EM MT é ACUSADA DE
25.05.2017

A Imobiliária Água Boa, localizada na cidade homônima a 743 km de Cuiabá, pode estar envolvida num esquema de lavagem de R$ 4,4 milhões provenientes de contratos fraudulentos entre a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A – empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes, especializada na implantação de estradas de ferro -, e prestadores de serviço. A informação consta da decisão que autorizou a operação “De Volta aos Trilhos”, deflagrada pelo Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) e a Polícia Federal nesta quinta-feira (25).

A fraude teria iniciado em agosto de 2011, um mês após José Francisco das Neves, o “Juquinha”, deixar a presidência da Valec. Porém, de acordo com a Polícia Federal à época, mesmo fora da empresa pública, Neves ainda possuia influência suficiente com diretores e membros da estatal para adulterar documentos e despistar as investigações dos órgãos de controle.

A decisão que autorizou a deflagração da operação, assinada pelo juiz substituto da 11ª Vara Federal de Goiás na última terça-feira (23), Rafael Ângelo Slomp, explica que o MPF-GO, autor da denúncia, apurou que em agosto de 2011, Jader Ferreira das Neves, filho de “Juquinha”, negociou a compra da fazenda Irusa Sagarana na cidade de Nova Crixás (392 km de Goiânia), no valor de R$ 12.366.000,00

Desse valor, Jader teria pago R$ 4.388.888,52 como um “sinal” pelo negócio (parte em dinheiro e parte em cheques de terceiros). Estes cheques, de acordo com o MPF-GO, foram emitidos pela Poli Construções Ltda. O sócio da empresa, Leandro de Melo Ribeiro, também consta no quadro societário da Noroeste Imóveis Ltda. A representante em Mato Grosso da empresa é justamente a Imobiliária Água Boa, que estaria envolvida no esquema. De acordo com a decisão todas as empresas pertenciam, na verdade, a Jader Ferreira das Neves.

A Imobiliária Água Boa é responsável por um dos maiores empreendimentos imobiliários da cidade, o loteamento Jardim Noroeste, lançado em setembro de 2014 com 293 lotes entre 250mt² e 400mt².

A empresa foi adquirida numa negociação envolvendo a fazenda Irusa Sagarana. Jader se desfez da propriedade rural, repassando-a ao pecuarista Antônio Lucena de Barros, que se comprometeu a adquirir o bem por R$ 20 milhões, além de devolver o “sinal” de R$ 4.388.888,52 pago pelo filho de “Juquinha”. O valor foi restituído na forma da transferência de sete imóveis em Goiás, duas aeronaves, uma nota promissória de R$ 750 mil, além de 61.200 cotas do capital social da Noroeste Imóveis – proprietária da Imobiliária Água Boa.

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