JUíZA NãO TEME SER ALVO DE GRAMPOS
25.05.2017

A juíza da Vara de Combate ao Crime Organizado, Selma Arruda, disse, em entrevista ao SBT Comunidade, nesta quinta-feira (25), que ‘só ouviram bobagens, porque eu não falo nada sério’, quando questionada se ela poderia figurar numa possível lista de personalidades do Estado que seriam alvos de supostos grampos ilegais.

A magistrada alegou que o assunto é sério e que situações como essas acabam interrompendo o crescimento do Estado, como os escândalos envolvendo o Governo Federal e a JBS.

Ela criticou a possibilidade da existência das escutas ilegais serem, de fato, concretizadas nas investigações que estão sendo conduzidas pela Polícia Civil, MPE, Poder Judiciário e a própria Polícia Militar.

A polêmica envolvendo os grampos feitos supostamente pela Polícia Militar veio à tona no dia 11 de maio, uma quinta-feira, quando o promotor Mauro Zaque evidenciou que escutas clandestinas estariam sendo feitas no âmbito do Comando Geral da PM, com o conhecimento do Governo do Estado.

Essas escutas tinham como alvos, além de traficantes de droga, políticos, médicos, jornalistas, advogados, servidores públicos, entre outros.

As personalidades foram inseridas dentro da investigação policial por meio da barriga de aluguel, que é quando a pessoa não é alvo, mas é adicionada para que as escutas de conversas privadas sejam obtidas de modo ilegal.

Na sexta-feira (12), o governador Pedro Taques (PSDB) disse, em coletiva de imprensa que vai acionar o ex-secretário de Segurança Pública e promotor de Justiça, Mauro Zaque, ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Segundo Taques, Mauro Zaque fez uma denúncia contra ele na Procuradoria-Geral da República de que o governador tinha conhecimento de um suposto grampo clandestino contra personalidades do Estado.

A denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque é de que o Comando da Polícia Militar usou o Guardião, equipamento cedido pelo Gaeco à PM, para ouvir de forma clandestina personalidades do Estado, na chamada barriga de aluguel, quando pessoas que não são alvos de investigação policial são grampeadas de forma ilegal dentro de um inquérito, juntamente com traficantes de droga.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também abriu um procedimento sigiloso e pediu para que magistrados que autorizaram interceptações telefônicas de 2014 para cá apresentem os motivos de terem deferido os pedidos num prazo de 5 dias.

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