ARENA PANTANAL REGISTRA 18 ATENDIMENTOS MéDICOS DURANTE JOGO
19.05.2014

Equipes do Samu e dos Bombeiros atenderam ocorrências na Arena Pantanal

O jogo entre Santos e Atlético-MG, na tarde-noite deste domingo (18), na Arena Pantanal, em Cuiabá, registrou a ocorrência de pelo menos 18 atendimentos médicos, até o segundo tempo da partida.

Os dados foram repassados pelo coordenador da Câmara Temática de Saúde e da Assistência Médica no estádio, Fábio Liberali.

“Nesses eventos testes, temos registrado, em média, 20 atendimentos por jogo, que vão desde casos mais simples, como uma dor de cabeça, até casos mais graves, como um infarto, síncope [desmaio], cólica renal”, disse.

No jogo deste domingo, um dos casos mais graves envolveu o motorista da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT), Francisco Monteiro da Silva, 63 anos, que sofreu uma crise de labirintite, no nível 30 do Setor Oeste da Arena Pantanal.

O fato ocorreu minutos antes do início da partida, válida pela 5ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Francisco se encontrava no espaço destinado à imprensa e foi imediatamente socorrido pelo Corpo de Bombeiros, e pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

"Ele sofreu uma tontura, caiu e machucou a mão direita. Como é feito nesses casos, para evitar um trauma maior, ele foi imobilizado e colocada na prancha rígida, sendo levado imediatamente para o posto médico do nível 10 do setor Oeste"

“Ele sofreu uma tontura, caiu e machucou a mão direita. Como é feito nesses casos, para evitar um trauma maior, ele foi imobilizado e colocada na prancha rígida, sendo levado imediatamente para o posto médico do nível 10 do setor Oeste. Ele já sofre de labirintite crônica, foi atendido, ficou em observação e já foi liberado”, disse Liberali.

Sobre o deslocamento do paciente ter sido feito pela escadaria, uma vez que os 12 elevadores existentes no estádio não seriam grandes o suficiente para suportarem a maca, Liberali disse não ser uma falha de planejamento.

“Fizemos os testes de deslocamento de pacientes desde o nível 50 até um dos postos médicos existentes no estádio, e sempre conseguimos fazer o deslocamento em até três minutos, que é o tempo previsto. Ele sempre é feito pelas escadarias”, afirmou.

Atendimentos


Conforme Liberali, normalmente os atendimentos são resolvidos em um dos nove postos médicos existentes dentro do estádio – sendo um de uso exclusivo dos jogadores –, que contam com médicos intensivistas, enfermeiros e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Até o momento, apenas 3% dos casos necessitaram de remoção do assistido do estádio para o Hospital Metropolitano, que foi usado como referência de atendimento nesses jogos-testes”, afirmou.

Até hoje, o caso mais grave registrado no estádio ocorreu durante o primeiro jogo, entre Mixto e Santos, realizado no dia 2 de abril, quando um torcedor sofreu um infarto agudo do miocárdio.

“Ele foi socorrido e estabilizado aqui na arena e, desde o início do atendimento dele aqui até o início do atendimento dele no Metropolitano, foram gastos 28 minutos, o que é um tempo considerado muito bom”, disse.

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