“AGRONEGóCIO NãO VAI ADMITIR RETIRAR VALORES DO FETHAB COMMODITIES”
25.05.2017

O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) disse acreditar que os empresários do agronegócio não irão aceitar a retirada de valores do Fethab Commodities para quitar R$ 162 milhões em atraso nos repasses dos hospitais regionais do Estado.

 

Ao todo, o fundo, que vem de contribuição de empresários do setor rural, arrecada anualmente pouco mais de R$ 1 bilhão. Ele é dividido em três áreas de atuação, que são Commodities, Óleo Diesel e ‘Fethab 2’. A primeira é utilizada para obras de pavimentação de novas rodovias, reconstrução e manutenção de estradas.

 

“O setor compreendeu o momento que o Estado está vivendo, inclusive dobrou o Fethab em 2016 para fazer infraestrutura. Mas, tenho convicção, que o agronegócio não vai admitir mudança no Fethab Commodities”, disse Fávaro em conversa com a imprensa, nesta quinta-feira (25).

 

O setor compreendeu o momento que o estado está vivendo. Mas, tenho convicção, que o agronegócio não vai admitir mudança no Fethab Commodities

“Eles não vão admitir a mudança para outra finalidade, o que é legitimo. Eles estão dando esse dinheiro para estrada, e estrada não é só para plantar soja, milho, é para levar segurança, educação e desenvolvimento a Mato Grosso”, afirmou.

 

Fávaro sugeriu que, se não tiver outra alternativa, se retire, temporariamente, valores do Fethab Diesel para ajudar a Saúde.

 

Caso isso seja feito, será necessário enviar uma lei para ser aprovada na Assembleia Legislativa.

 

“Temos que entender que não há nada mais prioritário neste momento que a Saúde. A Saúde vive um momento muito difícil, mas que vai ser superado com recursos novos. Se tiver que discutir o reposicionamento do Fethab, que seja do Diesel. Sou favorável para retirar dai temporariamente para salvar a saúde de Mato Grosso”, disse.

 

O Fethab Diesel é direcionado para habitação, saneamento e mobilidade urbana. Esse setor do fundo arrecada, anualmente, R$ 500 milhões.

 

“Nos reunimos com os deputados estaduais, com a AMM [Associação Mato-grossense dos Municípios]. O que foi deliberado é que todos querem ajudar. A fonte não foi definida, mas chegaremos a uma decisão”, completou Fávaro.

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