EMPRESáRIO, IRMãO E DELEGADO SãO PRESOS PELA PF POR ARMAR FARSA
13.06.2017

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (13) o empresário Josino Guimarães, seu irmão Clóves Guimarães, e o delegado da Polícia Civil, Márcio Pieroni, por armarem uma farsa para livrar o empresário da acusação de ter mandado matar o juiz Leopoldino Marques do Amaral, em 1999. 

 

A decisão que mandou prendê-los é do juiz Paulo Sodré, da 7ª Vara Federal de Cuiabá.

 

Além dos três, o juiz mandou prender também dois réus: o agente prisional Gardel Lima e o detento Abadia Proença.

 

Eles foram condenados por diversos crimes, dentre eles, formação de quadrilha, denunciação caluniosa, fraude processual, interceptações telefônicas para fins não previstos em lei e violação de sepultura.

 

De acordo com as primeiras informações apuradas, Josino foi preso em Rondonópolis (212 km de Cuiabá) e os outros três na Capital. Segundo a PF todos já foram ouvidos e encaminhados para o Centro de Custódia de Cuiabá.

 

Os cinco foram condenados por tentar levar a cabo uma farsa consistente na informação de que o juiz Leopoldino Amaral estaria vivo e morando na Bolívia, no intuito de favorecer o empresário Josino Guimarães.

 

Porém o corpo do juiz foi encontrado no Paraguai, em sete de setembro de 1999, parcialmente carbonizado, em uma vala ao lado de uma estrada de terra batida que liga as cidades de Loreto e Concepción, atingido na cabeça por dois disparos de arma de fogo.

A suspeita é de que a morte tenha sido encomendada em razão das denúncias feitas por ele sobre um esquema de venda de sentenças que operaria em Mato Grosso.

 

A decisão do juiz foi motivada pelo fato de a condenação dos cinco ter sido confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1).

 

Defesa alega precipitação inadmissível

 

O advogado Carlos Frederick, que está na defesa do delegado Márcio Pieroni, considerou os mandados prisões "totalmente inadmissíveis".

 

Segundo ele, seu cliente agiu em todos os casos com autorizações judiciais e afirma que há provas que podem anular todo o processo de acusação contra o delegado.

 

"Nós temos teses que se acatadas podem até anular todo o processo. Por exemplo, um dos pontos que nós defendemos é a incopetência absoluta da Justiça Federal, porque na época o Dr Márcio agiu em todos os casos, com autorização judicial, inclusive na investigação da possibilidade de o juiz estar vivo. Então nós entendemos a decisão como uma preciptação totalmente inadmissível", disse ao MidiaNews.

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