SECRETáRIO CONDENA VAZAMENTO DE INFORMAçõES E DEFENDE LEGALIDADE EM ATUAçãO NO CASO DE GRAMPOS
19.06.2017

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, que foi denunciado pela delegada Alana Cardoso, por supostamente ter agido de maneira irregular ao interroga-la sobre o caso dos grampos praticados em Mato Grosso, defendeu a legalidade de sua atuação e condenou o vazamento de informações sobre os procedimentos investigatórios que tramitam na Corregedoria-Geral da Polícia Militar (CGPM).



“Eu não posso falar porque isso interfere na investigação. Quem tem que responder qualquer questionamento são os corregedores da Polícia Militar e da Polícia Civil, a gente deu total autonomia para que eles apurem isso a fundo e encontrem os responsáveis, independente de quem o for”, respondeu o secretário, ao ser questionado por jornalistas sobre o documento enviado pela delegada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério Público Estadual.

“Pergunte ao presidente da OAB o que ele acha, ele já andou falando na imprensa. Melhor do que eu falar é quem responde pelos advogados e conduz muito bem a OAB, que no caso é o Dr. Leonardo. Pergunte a ele se há ilegalidade, não a mim”, completou.

No documento, Alana, que à época dos fatos respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, afirma que há diversas irregularidades além de “grave violação da legalidade” no ofício produzido por Rogers Jarbas, baseado no depoimento da delegada à Sesp.

“Houve violação grave a preceitos fundamentais como o devido processo legal, ampla defesa, presunção da inocência e principalmente à legalidade, já que a delegada foi ouvida sem qualquer procedimento formalmente instaurado perante superior hierárquico”, diz trecho do documento. A delegada disse ainda que não teve acesso ao documento produzido pela Sesp, salvo pelo que foi divulgado pela imprensa.

Em depoimento, tomado no dia 26 de maio, Alana Cardoso revelou que quando respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, recorria à interceptação telefônica, em parceria com promotores de Justiça do Gaeco, de modo a monitorar membros de organizações criminosas identificados nos presídios e para preservar a integridade do governador Pedro Taques (PSDB), à pedido do ex-secretário Paulo Zamar Taques, da Casa Civil.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, comentou o assunto em determinadas ocasiões, mas limitou-se a dizer que a Ordem segue “uma eterna vigilante do cumprimento das obrigações constitucionais”. 

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