EX-CHEFE DE GABINETE INSINUA QUE EMPRESA PAGAVA PROPINA NA "ERA MAGGI" EM MT
19.06.2017

O ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), Sílvio César Correia de Araújo, levantou suspeitas sobre suposta propina que teria sido paga pelo Estado à empresa Webtech Softwares e Serviços Ltda. durante a gestão do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. A declaração de Araújo sobre o assunto foi concedida durante depoimento à Delegacia Fazendária, no qual admitiu ter praticado diversos crimes contra os cofres públicos do Estado.

As declarações nas quais assumiu as irregularidades que praticou no Estado e o acordo que firmou para devolver dinheiro aos cofres públicos fez com que a prisão preventiva de Araújo fosse convertida em domiciliar, na noite de terça-feira (13). Além dele, o ex-governador Silval Barbosa também confessou irregularidades no Executivo, fez acordo para devolver valores aos cofres públicos e conseguiu a liberdade.

A Webtech era uma das empresas que pagava propina para manter contrato com o Estado durante a gestão de Silval Barbosa. De acordo com Sílvio César Correia de Araújo, o valor ilegal era pago ao médico Rodrigo Barbosa, que é filho do peemedebista.

No depoimento à Defaz, o ex-chefe de gabinete do governador explicou que proprietário da Webtech, Julio Minori, que posteriormente tornou-se delator do esquema, revelou que a prática de pagamento de propina, para que o contrato da empresa fosse mantido, ocorria na gestão do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

“Com relação à empresa Webtech, disse que no ano de 2011 Pedro Elias levou o empresário Julio Minori Tsuji até seu gabinete, quando apresentou-os, sendo que nessa ocasião Júlio afirmou que já possuía contrato com o governo anterior e que gostaria de mantê-lo com o governo Silval Barbosa, deixando implicíto que para tanto continuaria pagando propina para manutenção do contrato”, detalhou.

A informação consta em trecho da decisão da juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, na qual a magistrada concedeu a prisão domiciliar a Silval e do ex-chefe de gabinete.

Após o encontro onde o proprietário da Webtech teria proposto a continuidade do esquema, Araújo relatou que disse ao empresário que os termos do contrato entre a empresa e o Estado deveriam ser discutidos com o então secretário estadual de Administração, Pedro Elias. “Sendo que depois disso só soube que ambos se acertaram e que a propina recebida desta empresa era dividida entre Pedro Elias e Rodrigo Barbosa”, declarou.

IMÓVEL ENTREGUE À JUSTIÇA

Além de confessar os crimes dos quais participou, Sílvio César Correia de Araújo ainda entregou à Justiça um imóvel avaliado em R$ 472.916,03 mil, para garantia do ressarcimento do erário. “Da mesma forma que ocorreu com SILVAL, coloca-se à disposição para manter-se responsável pela manutenção e zelo do imóvel de impostos ou taxas até a efetiva alienação, autorizando sua venda imediata”, assinalou a juíza.

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