DEPUTADA LEMBRA ERROS DE COLEGAS E ALERTA QUE TAQUES PODE BUSCAR A JUSTIçA
07.06.2017

A deputada estadual Janaína Riva (PMDB) se retratou oficialmente na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na terça-feira sobre o áudio que circula em aplicativos de conversa no qual ela chama o governador Pedro Taques (PSDB) de “veado”. A peemedebista pediu desculpas pelo caso, porém afirmou que, caso o pedido não seja aceito, o governador poderá recorrer à Justiça.

O áudio da parlamentar circula em grupos de WhatsApp desde a noite de segunda-feira. Nele, a deputada critica duramente Taques e reclama de atitudes tomadas pelo tucano. "Agora, tem que ter paciência, porque quem mandou eleger esse ‘veado’ para governador. Tá aí agora o resultado", disse a peemedebista.

A declaração da deputada repercutiu negativamente e ela foi alvo de críticas de aliados ao governador e também da comunidade LGBT. Na sessão de terça-feira, os deputados Leonardo Albuquerque(PSD) e Adriano Silva (PSB) repercutiram o caso e cobraram uma retração formal de Janaína, pois alegaram que a declaração dela poderia influenciar no relacionamento entre os poderes.

No fim da manhã de terça-feira, a parlamentar chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais, no qual pedia desculpas ao governador e à comunidade LGBT. No entanto, os parlamentares aliados a Taques pontuaram que somente a publicação da deputada seria insuficiente para reverter a situação e cobraram uma retratação formal.

Diante das críticas, a deputada utilizou a tribuna e, durante oito minutos, se pronunciou sobre o caso. Ela negou que estivesse se referindo à vida pessoal do governador ao proferir as palavras que constam no áudio. “Me desculpem aqueles que nunca falaram palavrão ou não falam, muitas vezes, quando estão com seus amigos. Na hora, fica nítido que eu estava em uma confraternização. A palavra que usei foi ‘veado’ e as pessoas tentaram levar isso como se eu estivesse me referindo à vida pessoal do governador. Eu não estava. Quando disse ‘veado‘, falei no final de uma frase, como se fosse uma exclamação ou uma indignação”, justificou.

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