“DEPOIMENTO NãO TROUXE NADA NOVO
13.06.2017

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), disse não acreditar na veracidade das acusações do empresário Alan Malouf contra o governador Pedro Taques (PSDB).

 

Em interrogatório da ação penal derivada da Operação Rêmora, na qual ele é réu, Alan disse que se beneficiou de R$ 260 mil em propina no intuito de obter o "retorno" de R$ 2 milhões em doações à campanha de Taques, que, segundo ele, foi feito por meio de caixa 2 (dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral). Ele disse que o tucano tinha conhecimento disso.

 

“Tudo isso que sai na mídia, desgasta. Hoje é fácil fazer acusações contra outras pessoas, o problema é provar. Essa é a grande dificuldade na política. Jogam uma pedra e não sabem a direção dela. A palavra dita repercute como se fosse verdadeira. Eu não acredito nisso, não acredito que seja verdade”, disse o líder, durante evento no Palácio Paiaguás, na manhã de segunda-feira (12).

 

Tudo isso que sai na mídia, desgasta. Hoje é fácil fazer acusações contra outras pessoas, o problema é provar

Para Dilmar, o empresário não disse nada de novo que já não tenha dito anteriormente, em outros interrogatórios. Ele defendeu que todas as despesas da campanha de Taques foram declaradas à Justiça Eleitoral e aprovadas.

 

Segundo o líder, até o momento o empresário não conseguiu provar as acusações que faz contra o governador e outros políticos, como o seu colega de Parlamento, Guilherme Maluf (PSDB).

 

“O depoimento do Alan não trouxe nenhum fato novo. Ele já falou isso em outras vezes. Falta provar, não tem nada. O governador Pedro Taques está tranquilo quanto a isso. Tudo está no TRE esclarecido”, afirmou.

 

“Agora, ele [Malouf] que prove isso. Vejo que ele está batendo sempre na mesma tecla. Mas o Governo está tranquilo, porque o governador prestou as contas da campanha, que foram aprovadas e vamos seguir em frente. A Justiça está aí para apurar todas as denúncias que ele traz”, completou.

 

A denúncia

 

O empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf, voltou a confessar, em depoimento à juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, ter se beneficiado do esquema investigado na Operação Rêmora, que teria ocorrido em 2015 e consistente na exigência de propina a empresários para a concessão de contratos e pagamentos de medições de obras que a Seduc devia aos mesmos.

 

Ele disse que se beneficiou de R$ 260 mil em propina no intuito de obter o "retorno" das doações feitas na campanha do governador Pedro Taques, em 2014.

 

“Primeiro eu não quis. Eu doei R$ 2 milhões e pouco. Ele [o delator Giovanni Guizardi] me convenceu a aceitar. Eu não recordo a data, mas foi durante 2015 que recebi. Duas vezes”.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade