'MEU FILHO NãO é LADRãO E NEM TARADO', DESABAFA MãE DE RAPAZ COM RETARDO MENTAL
13.06.2017

A mãe atesta que foi a primeira vez que isso aconteceu. Enfatiza que o rapaz é um bom filho e um ótimo funcionário, tanto é que, segundo ela, a direção do supermercado não tem intenção de demiti-lo. Ela no entanto, em entrevista ao Gazeta Digital, além de fazer o desabafo, revela que já pediu aos responsáveis pelo mercado para providenciarem o desligamento dele. “Fui lá e falei no RH (recursos humanos) para providenciar a demissão dele porque vou tentar aposentá-lo.

O fato aconteceu na última sexta-feira (9) quando uma esteticista de de 36 anos e sua cunhada, de 37 anos, denunciaram que foram atacadas pelo funcionário do supermercado atacadista quando guardavam no veículo as compras que tinham acabado de fazer no estabelecimento. Uma delas afirmou que foi jogada no chão e teve as partes íntimas tocadas pelo acusado que a puxou pelos cabelos e subiu em cima dela. A outra disse que também foi abusada sexualmente pelo rapaz.

Por sua vez, a mãe atesta que o filho não pretendia fazer mal às clientes do mercado. “Meu filho vai completar 31 anos na próxima sexta-feira (16), mas a idade mental dele é de uma criança de 14, 15 anos, os médicos já falaram isso. Ele nasceu com retardamento mental e recebe acompanhamento de psicólogo”, explica a dona de casa. “A psicóloga dele ficou muito triste e indignada. Ficou com raiva das coisas que essa mulher falou dele”, revela.

Sobre a acusação de tentativa de estupro e roubo, Tânia também dá sua versão. “Meu filho não é ladrão, nunca roubou nada de ninguém. Ele não tinha a intenção de pegar a aliança dela, o que aconteceu é que deve ter saído do dedo dela, tanto é que ele devolveu. Ele não é tarado e nem safado, pode até ter tocado em alguma parte dela. Ele é homem, não tem relacionamento sexual e toma medicamentos para conter a libido, os desejos. Acredito que foi um momento de afloramento sexual”, pondera Tânia ao explicar que o filho faz uso dos remédios Risperidona e Carbamazepina (200 ml).

Na ocorrência policial, uma das mulheres acusou a gerência do Atacadão por não prestar o devido socorro diante do constrangimento e deboche que afirma ter sofrido por parte de outros funcionários que presenciaram os fatos e o desenrolar do mesmo e não fizeram nada para ajudá-las, além de rir da situação.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade