EX-SECRETáRIO DA SECOPA E EX-COMANDANTE-GERAL DA PM SãO ALVOS DO GAECO
30.06.2017

Entre os 13 alvos dos mandados de condução coercitiva cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) durante a segunda fase da "Operação Convescote", deflagrada na manhã desta sexta-feira (30), estão o ex-comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Nerci Adriano Denardi, e o auditor do Estado e ex-secretário-adjunto de Infraestrutura da Secopa, Alysson Sander Souza. Atualmente, os dois exercem cargos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT).

Na decisão sobre os mandados de condução e coercitiva e busca e apreensão, assinados na última quarta-feira (28), a juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, pontuou que os 13 alvos dos pedidos são suspeitos de participarem do esquema que falseava prestação de serviços da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) a instituições do Estado, como o Tribunal de Contas, a Assembleia, secretarias e prefeituras.

Conforme a magistrada, análises preliminares de parte de documentos apreendidos nas sedes da Faespe, relativos às empresas de fachada utilizadas pela fundação, indicaram os nomes dos 13 alvos da segunda fase da operação.

A Convescote apura fraudes em convênios firmados entre a Faespe, que é vinculada à Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), e instituições do Estado. A primeira fase foi deflagrada em 20 de junho, quando foram cumpridos 11 mandados de prisão, quatro conduções coercitivas e 16 de busca e apreensão. Dos envolvidos no esquema que foram presos, sete permanecem detidos.

Conforme apurações do Gaeco, a Faespe não prestou integralmente os serviços que eram firmados nos convênios que mantinha no Estado. A entidade contratava outras empresas, de fachada, para falsear o cumprimento das atividades que deveriam ser feitas pela fundação.

A estimativa é de que as fraudes tenham desviado, ao menos, R$ 3 milhões dos cofres públicos. O Gaeco prevê que os valores sejam ainda maiores, porém somente serão descobertos ao longo das apurações sobre o caso.

Além do ex-comandante-geral da PM e do ex-secretário-adjunto do Estado, que atualmente são servidores do Legislativo estadual, outras pessoas que atuam na Assembleia Legislativa também foram alvos dos mandados da segunda fase da Convescote. Também foram conduzidos o atual gestor de gabinete da primeira-secretaria da AL-MT, Sued Luz, o ex-secretário de Assuntos Legislativos, Odenil Rodrigues de Almeida, a ex-gerente de Manutenção de Serviços Gerais e atual assistente-geral do Legislativo, Drieli Azeredo Ribas, o ex-secretário-geral da Casa de Leis, Tscharles Franciel Tschá e o servidor Fabrício Ribeiro Nunes Domingues.

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