EMPRESáRIOS CONFESSARAM CRIMES E AJUDARAM GAECO A DEFLAGRAR NOVA INVESTIGAçãO
30.06.2017
Dois empresários acusados de participação no esquema deflagrado pela Operação Convescote confessaram os crimes e ajudaram os agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a deflagrar uma nova fase das investigações, que teve início nesta sexta-feira (30).


Os empresários Marcos Moreno Miranda e João Paulo Silva Queiroz confessaram a participação no esquema. Eles confirmaram ao Gaeco que não prestavam os serviços contratados e que constavam nas notas fiscais. As empresas dos dois acusados trabalhavam como terceirizadas da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp) que, por sua vez, firmava contratos e convênios fraudulentos com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) além de outros órgãos públicos.

A confissão de Marcos e João Paulo permitiu que o Gaeco encontrasse novos nomes com participação no esquema. Entre eles Elizabeth Aparecida Ugolini, funcionária de um banco utilizado pelos criminosos para depositar os valores desviados dos contratos públicos. “Beth”, como era conhecida, permitia que o acusado Cláudio Roberto Sassioto gerenciasse as contas que receberiam os valores.

Como pagamento pelo serviço, a bancária recebeu cerca de R$ 7 mil de Cláudio. Valor que foi depositado em pequenas parcelas, entre o período de agosto de 2015 a junho de 2016.  Ao todo, conforme o Ministério Público, os envolvidos desviaram R$ 3 milhões dos cofres públicos.

Piquenique com dinheiro público

A Operação Convescote, deflagrada pela primeira vez no dia 20 de junho deste ano, chegou a sua segunda fase nesta sexta-feira (30). Naquela data, o Gaeco deu cumprimento a 20 mandados de prisão preventiva, proferidos pela juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal.

O Ministério Público aponta que a Faesp, faculdade supostamente fantasma que oferecia cursos de pós-graduação, teria fraudado com a ajuda de funcionários públicos e proprietários de empresas terceirizadas alguns contratos e convênios com órgão públicos estaduais. Conforme o MP, o dinheiro foi desviado principalmente do TCE, da Assembleia Legislativa, da prefeitura de Rondonópolis e da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). 
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