PF APREENDE R$ 14 MI EM APARTAMENTO DE LUXO DE MEGATRAFICANTE
03.07.2017

A Polícia Federal divulgou nesta segunda-feira (3) o balanço parcial da “Operação Spectrum”, que teve como alvo o traficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como "Cabeça Branca". Ele foi preso em Sorriso (415 km ao Norte de Cuiabá), na tarde de sábado (1º).

 

Conforme a PF, até às 11h de hoje, os agentes haviam conseguido apreender US$ 4,54 milhões (R$ 14,8 milhões) no apartamento de Rocha, na cidade de São Paulo.

 

O imóvel de alto padrão, segundo a PF, era usado pelo acusado para fazer encontros com outros traficantes.

 

A Polícia Federal apreendeu ainda no apartamento e outros imóveis de "Cabeça Branca", 1,5 tonelada de cocaína, além de joias, carros, relógios, documentos e computadores.

 

“Informamos que é balanço parcial tendo em vista que equipes ainda estão em diligências para localização de outros patrimônios”, diz trecho da nota encaminhada à imprensa.

 

De acordo com as investigações, Rocha mantinha uma vida normal em Sorriso, atuando como um agropecuarista, vivendo com a mulher e um filho pequeno, sem negócios ilegais.

 

Para não ser localizado pela polícia, ele usava a identidade falsa de Vitor Luiz de Moraes e se submeteu a várias cirurgias plásticas para mudar a sua fisionomia.

 

Ainda segundo a investigação, Rocha tinha mais influência que outros traficantes, como Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia, pois tinha diplomacia para lidar com grandes facções criminosas nacionais e internacionais sem que precisasse usar a violência.

 

A estimativa das investigações é de que o patrimônio adquirido por "Cabeça Branca" com o tráfico internacional de drogas chegue a US$ 100 milhões.

 

Além de Rocha, foi preso em Londrina, no norte do Paraná, Wilson Roncarati, considerado pela PF o braço direito do traficante.

 

A organização criminosa

 

Ainda conforme a PF, apesar de atuar com "diplomacia" ao negociar com traficantes, a organização criminosa liderada por Rocha tinha uma estrutura com potencial para violência, com utilização de escoltas armadas, carros blindados, entre outros, que eram utilizados de forma preventiva.

 

O grupo, segundo a polícia, era um dos principais fornecedores de cocaína para facções criminosas paulistas e cariocas. A organização atuava com estrutura empresarial com áreas de produção em regiões de difícil acesso em países como Bolívia, Peru e Colômbia.

 

Além disso, a organização tinha logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil, e exportando cocaína para Europa e Estados Unidos, através do Porto de Santos.

 

A estimativa da PF é de que a quadrilha movimentava 5 toneladas de cocaína por mês.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade