CAMPOS RECLAMA DE ESPAçO DO DEM NO GOVERNO E "ABRE PORTAS" PARA INSATISFEITOS NO PSB
05.07.2017

O ex-governador Júlio Campos (DEM) confirmou que o partido é “um aliado incondicional” do atual chefe do poder executivo, Pedro Taques (PSDB). Júlio, porém, reclamou que o DEM está “mais dando do que recebendo” do Governo. 

“Nós estamos na base do governador Pedro Taques. O Democratas é um aliado incondicional em termos de participação. Nenhum secretário de Estado pertence ao nosso partido. Estamos mais dando do que recebendo. Nunca exigimos nenhuma contrapartida do governador e não participamos do núcleo duro do poder”, declarou o ex-governador em entrevista a Rádio Capital FM.

Júlio Campos colocou que o DEM seguirá na base do Governo. No entanto, frisou que o partido tem projetos para o próximo ano, o que pode culminar com o não apoio a uma eventual candidatura a reeleição do governador. “Damos apoio e solidariedade inclusive na Assembleia com o deputado Dilmar Dal’Bosco, que é líder do Governo. Mas também não podemos deixar de ver que o DEM possui um projeto nacional e também estadual”, disse Júlio Campos”.

Apesar de discutir alternativas ao Governo, Júlio Campos admite que o governador Pedro Taques ainda é o nome a ser batido em razão da "máquina política administrativa". “O governador tem toda a possibilidade [de ser o favorito a reeleição]. Não vamos desconhecer que máquina política administrativa pesa muito numa eleição. Por mais desgastado que esteja, um governador já entra na disputa com um terço dos votos”.

Durante a entrevista, o democrata comentou sobre o transplante de fígado que realizou no início do ano em Fortaleza. Ele admitiu que no período que antecedeu o procedimento – que teve de ser feito após o diagnóstico de cirrose -, “já estava praticamente se entregando”. Porém, o político de 70 anos crava que “ainda pode ser útil a Mato Grosso”.

Questionado se seria um possível nome para disputar as eleições, o ex-governador foi enigmático, e limitou-se a responder “não vou dizer dessa água não beberei”.

INSATISFEITOS DO PSB

Júlio Campos também colocou mais lenha na fogueira na discussão travada no PSB, que não aceita a liderança do deputado federal Valtenir Pereira, empossado como presidente da sigla em Mato Grosso no dia 14 de junho de 2017. Deputados estaduais, federais e lideranças políticas, como o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), são contra a presença de Valtenir na presidência do partido.

O ex-governador se referiu aos políticos descontentes do PSB – como os deputados federais Fábio Garcia e Adilton Sachetti, além dos deputados estaduais Eduardo Botelho, Oscar Bezerra, Adriano Silva, Mauro Savi e Max Russi -, como “aliados”. Ele ainda deixou o DEM de “portas abertas a eles”.

“Eles teriam condições de entrar já participando da direção do partido. São aliados. Eles dentro do DEM estariam em casa, poderiam fazer até um projeto em nível estadual”, disse Campos.

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