NEURILAN DIZ QUE FALTA DE GESTãO ESTADUAL LEVOU SAúDE PARA UTI
23.06.2017

O presidente da Associação Mato-Grossense de Municípios, Neurilan Fraga (PSD), afirma que, apesar de a crise econômica ter complicado a situação da máquina pública, o fator decisivo à saúde pública ter sido "levada para UTI" foi a falta de gestão do Governo de Mato Grosso.

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“A crise econômica que o Brasil enfrenta ajudou muito em deixar a situação dos estados e de Mato Grosso, especialmente na saúde, nessa condição de penúria. Mas também tenho falado que faltou gestão do atual Governo em assuntos relacionados a saúde. Falta gestão”, afirmou Neurilan, na quinta-feira (22), na sede da AMM, em Cuiabá.

De acordo com ele, os prefeitos membros do Comitê de Gestão da Saúde, criado para buscar uma solução a crise na saúde pública, ainda aguardam uma manifestação do Governo do Estado para fazer uma segunda reunião. A primeira foi no dia cinco de junho e, de lá para cá, não houve contato.

“Já tivemos uma reunião, foram apresentadas algumas propostas, a equipe do governo ficou de analisar essas propostas e provocar uma próxima reunião para que de fato a gente consiga um caminho que venha tirar a saúde pública de Mato Grosso, o sistema público do Estado, da UTI. Porque a verdade é que o sistema público está na UTI”, disse Neurilan Fraga.

Ele explica que a reunião é importante porque, como um dos problemas citados é a falta de gestão, além de encontrar uma nova forma de bancar a saúde pública, o governo precisaria mostrar como vai gerir esse dinheiro. “Nós queremos, além de buscar uma fonte de financiamento, que o Governo do Estado faça uma gestão eficiente dos recursos que estamos buscando para levar para saúde”, pontua.

Entre as saídas discutidas para salvar a saúde pública do sub financiamento, problema que levou o Governo do Estado a atrasar repasses e contrair uma dívida de aproximadamente R$ 300 milhões, quase sempre é citado o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Ou seria criada uma nova taxa para compô-lo e repassar a saúde, ou seria usado parte dos recursos atuais.

A equipe econômica do Governo estuda o impacto de todas as propostas colocadas a mesa. Enquanto isso, Luiz Soares, quarto secretário de Estado de Saúde na gestão Pedro Taques (PSDB), busca dar uma nova cara a administração da saúde pública do Estado. Melhorar a gestão. 

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