LíDERES SINDICAIS PROMETEM GREVE GERAL NO DIA 30
27.06.2017

Assim como ocorreu no fim de abril passado, trabalhadores das mais diferentes áreas do setor público e privado de Mato Grosso prometem aderir à paralisação nacional convocada pelas Centrais Sindicais, para esta sexta-feira (30), contra as Reformas da Previdência e do Trabalho. No Estado, a greve geral terá a participação de categorias, como a dos bancários, da educação, telégrafos, meio ambiente, saúde. Em Cuiabá, a concentração será na Praça Ipiranga, no Centro. 

Uma das bandeiras do protesto será o “Fora Temer”, apontado como ingrediente importante ao lado da bandeira pelas “Diretas Já”. “Nós, os trabalhadores estamos duramente sendo atacado por este Congresso ultraconservador e esse governo que desde que tomou posse estão ávidos por retirar direitos dos trabalhadores. Com isso, dando continuidade ao enfrentamento, chamamos uma assembleia geral, no último dia 23, que por unanimidade deliberou pela greve geral no dia 30”, reforçou o presidente do Sindicato dos Bancários (SEEB/MT), Clodoaldo Barbosa. 

Conforme Barbosa, a intenção é que a mobilização seja maior ainda que realizada em abril passado, quando aproximadamente 30 mil pessoas, segundo os organizadores, teriam participado do protesto. “Não existe outro caminho a não ser o enfrentamento por que na verdade não está em risco somente os nossos direitos trabalhistas, mas também é o futuro da nossa nação”, afirmou Barbosa. 

É com este mesmo objetivo que os profissionais das redes municipal, estadual e do setor privado do sistema educacional prometem se concentrar, a partir das 14 horas, na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá. “A Educação já aprovou em assembleia geral adesão a toda atividade convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Para esta sexta-feira, estamos orientando que sejam realizados atos locais contra a Reforma trabalhista e da Previdência, que só não foi aprovada em função do envolvimento e da luta de toda a sociedade”, frisou o presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes reforçando que, apesar de propostas alterações na Reforma da Previdência não houve melhorias. “O castigo continua sendo colocado contra o trabalhador”, acrescentou. 

Presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, Eliana Siqueira, informou que a categoria se reuniria ontem à noite para decidir sobre a adesão ao movimento ou não. No Congresso, a sucessão de acusações que surgem contra o presidente Michel Temer vem fragilizando sua base aliada em relação às reformas propostas. Soma-se a esse fator, as mobilizações que ocorrem em todo país. 

Na semana passada, por exemplo, o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista, não passou pela a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A derrota na votação foi uma das mais duras para o governo Temer. Entretanto, na prática, ela não tem o potencial de parar a tramitação. 

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