TAQUES APONTA VAZAMENTO DE PRISõES COMO "CRIME GRAVE" E EVITA JULGAR SECRETáRIOS PRESOS
27.06.2017

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou, na manhã desta terça-feira (27), que o ex-corregedor-geral da Polícia Militar, Alexandre Correa Mendes, e o ex-diretor de Inteligência da PM, coronel Victor Paulo Fortes Pereira, cometeram um crime grave ao revelarem sobre os mandados de prisão decretados pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que conduz, na esfera judiciária, os procedimentos referentes às apurações sobre as escutas clandestinas. Esta foi a primeira vez em que o tucano se pronunciou sobre o caso, que ocorreu na última sexta-feira (23).

Os dois militares, que chegaram a ser presos administrativamente na mesma data, teriam vazado informações sobre prisões expedidas pelo desembargador Orlando Perri, em razão das apurações sobre o esquema de grampos clandestinos no Estado.

O governador encaminhou ofício ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador Rui Ramos, cobrando que fossem tomadas providências, em razão da antecipação das prisões decretadas por Perri.

Na segunda-feira (26), os militares foram soltos, por decisão do juiz Bruno D‘Oliveira Marques, da 11º Vara Criminal de Cuiabá. O magistrado afirmou que os dois não poderiam interferir nas investigações sobre o esquema de interceptações ilegais no âmbito da Polícia Militar. Ele acolheu argumentação da defesa deles, que mencionou que os dois não ocupavam mais cargos estratégicos na corporação, em razão da mudança no Comando-Geral da PM de Mato Grosso, feita pelo governador na sexta-feira, após o vazamento de informações.

Na manhã desta terça-feira, o governador Pedro Taques comentou sobre o vazamento de informações. Ele mencionou que os militares cometeram falha grave. “Vieram aqui, ao que consta, cometeram crimes, e eu não poderia fazer de outra forma, a não ser denunciar ao presidente do Tribunal de Justiça. Crime grave. Revelar segredo judicial, ao menos para mim, é um crime grave. A não ser que o Poder Judiciário entenda que não seja”, declarou.

Taques esquivou-se de comentar sobre a soltura dos militares, na segunda-feira. "Decisão judicial não se critica, se recorre”.

O tucano também falou sobre a prisão do secretário da Casa Militar, Evandro Lesco, e do adjunto da pasta, Ronelson Jorge Barros. Na segunda-feira, o governador publicou, no Diário Oficial do Estado, o afastamento não remunerado dos dois, que foram detidos na última sexta-feira. Taques justificou o fato de ter optado por afastar os membros de seu staff, em vez de exonerá-los. "Não julgo as pessoas antes do momento. Quero ver o processo e ler, para entender o que está ocorrendo”, asseverou.

Ao ser questionado se considerava a prisão de seus aliados como injusta, o chefe do Executivo estadual disse que ainda irá analisar os autos. “Não me cabe discutir decisão judicial. Decisão judicial se cumpre e se recorre. Não li, mas terei um tempo para ler a decisão”, completou.

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