PROMOTOR DIZ QUE RELATóRIO DA CGE COMPROVA FRAUDE EM PROTOCOLO
13.07.2017

O promotor Mauro Zaque afirmou que a auditoria da Corregedoria Geral do Estado (CGE), cujo resultado foi divulgado na quarta-feira (12), comprova que houve fraude no sistema de protocolo do Governo do Estado, no caso do esquema de grampos clandestinos que ele denunciou.

 

O protocolo do Governo suprimiu a denúncia feita pelo promotor a respeito do esquema, surgindo em seu lugar um outro documento sem relação com o caso.

 

A denúncia de Zaque aponta que a Polícia Militar grampeou, com autorização judicial, mais de 200 pessoas que não eram suspeitas de crimes, em 2014 e 2015. Os alvos foram políticos, jornalistas, advogados, médicos, entre outros.

 

"Ficou comprovado, de forma cabal, que o protocolo do Estado fora fraudado para suprimir a denúncia que encaminhei e, ato contínuo, enxertar outro documento a fim de fazer desaparecer quaisquer vestígios acerca dos graves fatos que denunciei”, disse o promotor, em nota enviada à imprensa, nesta quinta-feira (13).

 

 Mauro Zaque afirmou, porém, que mais importante que descobrir o responsável pela fraude é encontrar quem foi beneficiado por ela.

 

Demonstrando, pois, de forma cabal, que o protocolo do Estado fora fraudado para suprimir a denúncia que encaminhei e, ato continuo, enxertar outro documento a fim de fazer desaparecer quaisquer vestígios acerca dos graves fatos que denunciei

“Isso não me causa surpresa, uma vez que sempre tive a certeza de que essa era a verdade dos fatos. Não obstante, imperioso que essa fraude seja investigada profundamente para punir não somente aqueles que a executaram mas, e principalmente, aqueles a quem ela interessava e que, de qualquer forma, se beneficiaram de tal expediente criminoso”, declarou.

 

Conforme a auditoria da CGE, o ofício foi protocolado na Casa Civil com o número 542635/2015, às 10h26, do dia 14 de outubro de 2015, e a descrição do documento foi feita no minuto seguinte. Às 10h28, o processo tramitou da Pasta para o gabinete do governador.

 

Porém, no mesmo dia, às 14h56, o ofício foi cancelado do sistema. Às 15h02, é atualizado e sua descrição modificada para um pedido de obras do Legislativo do Município de Juara. A auditoria mostrou que a solicitação da Câmara daquele Município foi feita, de fato, mas semanas antes: especificamente, no dia 24 de setembro de 2015.

 

Ao MidiaNews, o promotor disse que, além dele, toda a sociedade mato-grossense foi vítima da fraude.

 

"Agora, é importante que as pessoas saibam que não foi o doutor Mauro Zaque que foi vítima desse arquivo, dessa fraude. Toda a sociedade é vitima. Mas, mantenho firme meu compromisso com a verdade, com a liturgia do meu cargo. Eu sigo acreditando que o Poder Judiciário vai fazer uma apuração profunda, objetiva, oportuna e transparente desses fatos”, afirmou. 

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