SILVAL DEPõE MAIS UMA VEZ NESTA QUARTA-FEIRA
19.07.2017

Após confessar o recebimento de propina de até R$ 7,5 milhões de empresas que mantinham contrato com fornecedores e até mesmo confessar uma quantia de R$ 400 mil paga a um de seus filhos, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) vai prestar novos depoimentos a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda nos próximos seis dias. Somadas, as penas poderão ultrapassar 50 anos de cadeia.

Por isso, Silval Barbosa vai seguir a linha de defesa adotada na segunda-feira (17), quando em reinterrogatório da ação penal decorrente da terceira fase da Operação Sodoma da Polícia Civil confessou a prática de crimes visando a redução de pena numa eventual sentença condenatória, o que é assegurado pelo Código Penal no artigo 65. Nesta quarta-feira (19), a partir das 13h30, o peemedebista vai ser reinterrogado na ação penal na qual é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de liderar um desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude na compra de um terreno localizado na região do Manso que já pertencia ao governo do Estado. 

O esquema veio à tona com a Operação Seven deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrada em fevereiro de 2016. Ainda são réus no mesmo processo criminal o ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, o ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro, o ex-secretário adjunto de Meio Ambiente, Wilson Gambogi Pinheiro Taques, os secretários de Estado Arnaldo Alves (Planejamento) e Pedro Nadaf (Casa Civil). 

A relação se completa com o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, conhecido como Chico Lima, o analista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Francisval Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Shida, superintendente de Biodiversidade e o médico Filinto Correa da Costa. Os crimes atribuídos são de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção passiva. 

A prática criminosa já foi confessada pelo ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, que firmou colaboração premiada com a Justiça em troca de redução ou até extinção da pena, conforme prevê a lei 12.850/2013. O ex-secretário Pedro Nadaf, em caráter de confissão, também confirmou em juízo a prática das fraudes para concretizar o desvio de R$ 7 milhões dos cofres públicos. 

Na quinta-feira (20), será a vez de Silval Barbosa prestar depoimento na ação penal relativa a quarta fase da Operação Sodoma da Polícia Civil. O Ministério Público Estadual (MPE) acusa o ex-governador de liderar uma organização criminosa que desviou R$ 15,857 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude em um pagamento de R$ 30 milhões autorizado pelo Estado relacionado a um processo de desapropriação do terreno do bairro Jardim Liberdade I, localizado em Cuiabá. 

Ainda são réus os ex-secretários de Estado Arnaldo Alves, Pedro Nadaf, Marcel de Cursi, o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio César Correa de Araújo, o ex-presidente do Intermat Afonso Dalberto, o ex-presidente da METAMAT (Companhia Mato-Grossense de Mineração), Justino Paes de Barros, o procurador do Estado aposentado Chico Lima, o advogado Levi Machado de Oliveira e os empresários Alan Malouf, Antônio Rodrigues Carvalho e Valdir Agostinho Piran. 

Todos respondem pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, coação no curso do processo, organização criminosa, lavagem de dinheiro e receptação qualificada. No dia 24 de julho, será a vez do ex-governador Silval Barbosa ser reinterrogado na ação penal relacionada a primeira fase da Operação Sodoma da Polícia Civil, deflagrada no dia 15 de setembro de 2015 e que culminou em seu primeiro mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. 

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