GAECO TENTOU FLAGRAR ADVOGADO QUE ESTARIA POR TRáS DE SUBORNO
31.07.2017

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) tentou identificar, por meio do circuito interno da Loja Havan, em Cuiabá, quem era o suposto advogado que teria aliciado o oficial de Justiça Eder Gomes de Moura a tentar subornar uma servidora para que ela repassasse o inquérito sigiloso da Operação Convescote.

 

A operação apura suposto esquema que teria desviado mais de R$ 3 milhões dos cofres públicos por meio de convênios firmados entre a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) e a Assembleia,Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado de Infraestrutura e Prefeitura de Rondonópolis. A fundação, por sua vez, criava “empresas fantasmas” para simular a prestação de serviços.

 

A tentativa de suborno foi filmada com o auxílio do Gaeco, na praça de alimentação do Shopping Pantanal, após a servidora da Vara Contra o Crime Organizado da Capital ter procurado o grupo e marcado o encontro com Eder Moura.

 

Na ocasião, o oficial ofereceu dinheiro para acessar as investigações sigilosas e afirmou que buscava ajudar um advogado chamado “Nilo”, que seria filho do desembargador aposentado Jurandir Florêncio de Castilho.

 

Imperioso mencionar que também foram analisadas imagens em vídeo capturadas de uma câmera instalada na lanchonete daquele imóvel comercial, repassada anteriormente aos agentes deste Grupo de Inteligência

Com o desenrolar das investigações, o Gaeco passou a suspeitar que, após a tentativa de suborno, Eder Moura teria se encontrado com o advogado na Loja Havan, que fica nas imediações, para informá-lo sobre o resultado da tratativa.

 

Desta forma, o grupo oficiou a loja de departamento a entregar as imagens feitas pelo circuito interno entre as 11h e 17h do dia 7 de junho deste ano.

 

“Em resposta ao ofício em tela, foi encaminhado pela Havan Loja de Departamentos Ltda ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), um CD contendo dois arquivos de imagens em vídeo, sendo um arquivo contendo imagens do estacionamento coberto (subsolo) e outro arquivo contendo imagens da porta de acesso frontal da loja, voltada para a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA)”, diz trecho do documento.

 

O Gaeco, em posse dos vídeos, afirmou ter feito uma análise “acurada” do material, na tentativa de identificar possível encontro entre o oficial de Justiça e um advogado, “supostamente ligado aos investigados”.

 

Todavia, conforme o grupo, em nenhum momento foi identificada a chegada ou presença de Eder Moura nas dependências da loja naquela data.

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