JUIZ CONDENA HOSPITAL POR APLICAR SORO VENCIDO EM RECéM-NASCIDO
01.08.2017

O juiz Yale Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, condenou a Femina Hospital Infantil e Maternidade a indenizar em R$ 12 mil, por danos morais, uma criança com hidrocefalia que recebeu uma aplicação de soro vencido na unidade logo após o nascimento.

 

A decisão, do último dia 19, é passível de recurso. Hidrocefalia é uma doença causada pela acumulação de líquido no interior do crânio, que causa aumento e inchaço na cabeça.

 

Na ação, a mãe do menor contou que, em 2015, realizou o parto nas dependências da Femina.

 

Após dar à luz, ela relatou que foi amamentar seu filho e percebeu que o soro que estava sendo aplicado no bebê “estava com a data de validade vencida”.

 

A mãe disse que então chamou a médica de plantão para informar a situação, ocasião em que relatou que a aplicação do soro fazia seu filho correr risco de morte, “pois o mesmo havia sido diagnosticado com hidrocefalia”.

O mesmo poderia ter saído daquele nosocômio morto, pois a aplicação de um soro com data de validade vencida é extremamente grave

 

Conforme a mãe, a médica chamou a enfermeira para trocar o soro e, concluída a aplicação, o pai da criança registrou um boletim de ocorrência. A mãe ainda contou que a situação lhe trouxe “desconfortos de natureza física e emocional”.

 

Já o hospital alegou que a data de validade do soro aplicado não estava legível, logo seria impossível dizer que o medicamento estava vencido.

 

A Femina ainda informou não havia qualquer prova o registro do caso no prontuário de internação, sendo que o bebê “foi muito bem cuidado e medicado e que recebeu alta em ótimo estado de saúde, não tendo o autor sofrido qualquer prejuízo em sua saúde”.

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