RIVA NEGA DELAçãO CONTRA MAGGI E QUALIFICA REPORTAGEM DE INVERíDICA
10.07.2017

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL-MT), José Riva, desmentiu a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, publicada nesta segunda-feira (10). A matéria afirma que Riva, durante depoimento de colaboração premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR), denunciou que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), “autorizou” o pagamento de precatórios no valor de R$ 260 milhões para compra de apoio de deputados estaduais na época em que era governador de Mato Grosso.

Numa nota curta, publicada na manhã desta segunda-feira (10), Riva afirmou que não existe acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. “José Riva nunca prestou depoimento com as informações mencionadas na reportagem”, assegura a nota assinada pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch.

De acordo com a reportagem do jornal O Estado de São Paulo, a fraude ocorreu entre março de 2009 e dezembro de 2012 – período em que o Estado foi administrado por Blairo Maggi e Silval Barbosa (PMDB). Os R$ 260 milhões, segundo a matéria afirma, baseada num suposto depoimento de colaboração premiada de José Riva à PGR, foram pagos à construtora Andrade Guiterrez a título de precatórios.

Porém, segundo a reportagem do jornal paulista, Riva apontou que a autorização para os pagamentos foi parte de uma manobra financeira para abastecer uma “conta corrente” utilizada para o pagamento de deputados estaduais e integrantes da base aliada no Poder Legislativo. O dinheiro seria para garantir a “governabilidade” de Blairo Maggi, que ficou à frente do poder executivo de Mato Grosso entre janeiro de 2003 e março de 2010.

Segundo o ex-presidente da Assembleia, o “sistema financeiro paralelo seria operado pelo empresário Valdir Piran. José Riva relata ainda, conforme a reportagem, que uma reunião entre Blairo Maggi, o ex-secretário de Fazenda (Sefaz-MT), Éder Moraes, e o ex-governador Silval Barbosa, na época, vice de Maggi, foi realizada para “oficializar” a fraude. O acordo consistiria numa cessão de créditos da construtora em favor da Piran Participações e Investimentos, de propriedade de Valdir Piran.

A reportagem afirma que a Andrade Gutierrez cedeu seus direitos de receber a dívida de R$ 260 milhões à Piran Participações, que pagou pelo negócio R$ 104 milhões (deságio de 54%). Com a operação, esse valor de R$ 104 milhões foi parar diretamente nos cofres do operador do esquema, e teria sido utilizado para o pagamento de apoio na AL-MT. 

A reportagem traz manifestação de Blairo Maggi, que se defendeu das acusações, afirmando que “todos os pagamentos de precatórios sempre seguiram o rito legal” e que “jamais houve favorecimento de empresas ou pessoas físicas”.

 

NOTA PÚBLICA

A defesa de José Riva, em atenção ao que foi divulgado na data de hoje pelo jornal Estadão, informa que:

1. José Riva não firmou acordo de colaboração.

2. José Riva nunca prestou depoimento com as informações mencionadas na reportagem.

COMENTÁRIOS

*** **  ***


VÍDEOS

      
BUSCA:
© Copyright 2014 A Notícias - Política de Privacidade