EX-SECRETáRIO ATRIBUI DELAçãO DE SILVAL AS CONDIçõES DESUMANAS NO CCC
15.08.2017

A delação do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), firmada com a Procuradoria Geral da República, só aconteceu porque ele ficou “psicologicamente abalado”. Essa foi à classificação do ex-secretário de Fazenda, Casa Civil e da Copa do Mundo, Eder Moraes Dias. 

Segundo o ex-secretário, Silval viu na “negociação” com a Justiça a “ porta” para conseguir a liberdade. Por conta disso, decidiu, além de confessar, “jogar todo mundo no fogo”. “A pessoa precisa ser homem primeiro e ter estrutura psicológica para suportar as coisas”, assinalou. 

Para Eder Moraes, as condições disponibilizadas ao ex-governador no Centro de Custódia de Cuiabá podem ter contribuído para a delação. “A cela que o Silval estava no Centro de Custódia é desumana, uma cela de 3x2 metros quadrados. Então, preso há dois anos em um regime fechado, a única porta de saída foi a delação”, observou. 

O ex-secretário, que foi citado na delação do ex-governador, condenou os fatos levados pelo ex-governador aos procuradores da República. Segundo ele, muitos não condizem com a verdade. “Ele mesclou verdade com mentiras para construir um castelo de areia dos fatos para afetar as pessoas e jogar todo mundo na fogueira. Aí, cada um que responda do jeito que puder”, disse. 

A delação do ex-governador foi homologada no último dia 9 de agosto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que chegou a classificá-la como “monstruosa”. Na delação, Silval teria afirmado que, junto com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), pagou R$ 6 milhões para Eder Moraes mudar sua versão sobre um depoimento em que revelou um esquema de compra de cadeira no Tribunal de Contas. 

O senador Welington Fagundes (PR) e o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) também foram citados como destinatários de pagamento ilícitos durante a gestão do peemedebista. Os dois parlamentares foram acusados de receberem propina.

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