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22.08.2017

A empresa Luciula Calçados e Acessórios Eireli, que está em recuperação judicial, apresentou a lista de credores à Justiça.

 

A loja de calçados declarou um total de R$ 5,7 milhões em dívidas na ação conduzida pelo juiz Cláudio Zeni, da Vara da Falência e Recuperação Judicial de Cuiabá.

 

Conforme a lista (veja a íntegra ao final da matéria), as maiores dívidas da empresa são com os shoppings centers de Cuiabá e Várzea Grande e com bancos.

 

No total, a Luciula deve R$ 1,5 milhão a quatro shoppings: R$ 732,7 mil ao Várzea Grande Shopping; R$ 356,1 mil ao Pantanal Shopping; R$ 301,7 mil ao Goiabeiras Shopping; e R$ 142,8 mil ao Três Américas.

 

A empresa também deve R$ 12,4 mil para a Associação dos Lojistas do Shopping Goiabeiras e R$ 23 mil para a Associação dos Lojistas do Shopping Três Américas.

 

Já com os bancos, as dívidas ultrapassam a cifra dos R$ 2,9 milhões, sendo R$ 2,49 milhões ao Banco do Brasil e R$ 421,2 mil ao Santander.

 

Também constam débitos com fabricantes de calçados, como a Via Muthy Calçados Ltda (R$ 137,4 mil) e a Werner Calçados Ltda (R$ 44,8 mil).

Alair Ribeiro/MidiaNews

Juiz Cláudio Zeni

O juiz Cláudio Zeni, que autorizou recuperação judicial da Luciula

 

Com a publicação da lista, os credores terão 30 dias para apresentar objeções ao valores das dívidas apresentados pela Luciula.

 

Crise financeira

 

Na ação, a empresa contou que iniciou as atividades há mais de 30 anos, com a abertura da primeira loja no calçadão da Ricardo Franco, na Capital.

 

Em 2013, foi iniciada uma reestruturação na empresa, que inicialmente atendia as classes A e B, em razão de uma pesquisa ter apontado que a marca não manteve sua aderência nesse mercado, “o que gerou um expressivo passivo bancário”.

 

Embora tenha conseguido crescimento nas vendas de 2014 para 2015, a empresa afirmou que em 2016, com a inauguração de loja no Várzea Grande Shopping – aberta com investimento de caixa próprio –, “enfrentou grande déficit operacional, o que veio agravar ainda mais a saúde financeira da empresa”.

 

A Luciula Calçados argumentou ao juiz que o atual endividamento da empresa impede que a marca se desenvolva e consiga se sustentar.

 

Ao analisar a requisição, o juiz Cláudio Zeni verificou que a empresa atendia a todos os requisitos exigidos pela lei e, por isso, autorizou a recuperação.

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