MALUF SE DEFENDE DE ACUSAçõES DE CORRUPçãO E DIZ QUE ATAQUE A POLíTICOS BUSCA “FORO DIFERENCIADO”
02.08.2017

O deputado estadual Guilherme Malouf (PSDB) considera que as constantes declarações sobre seu suposto envolvimento em esquemas de corrupção no estado são apenas estratégias de delatores. Contra a declaração do ex-secretário de Fazenda Marcel de Cursi, que o acusou de envolvimento em uma desapropriação irregular no Governo Silval Barbosa, o parlamentar afirma que a citação foi um ato em busca de foro privilegiado.

“Foi de uma forma muito subjetiva. Não objetiva. Eu vou procurar tomar conhecimento desta denúncia e me posicionar de uma forma mais enfática”, salientou Maluf durante entrevista coletiva na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (02).
 
As acusações de Marcel de Cursi surgiram em audiência de instrução no dia 28 de julho no processo proveniente da Operação Sodoma, em sua quarta fase, sobre um desvio de R$ 15,8 milhões. O foco da Quarta fase da Operação Sodoma foi o desvio de dinheiro público realizado por meio de uma desapropriação milionária paga pelo governo Silval Barbosa durante o ano de 2014.

O pagamento da desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, no valor total de R$ 31.715.000,00, à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público..
 
De acordo com o processo, de todo o valor pago pelo Estado pela desapropriação, metade, ou seja, R$ 15.857.000,00 retornaram via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de Propriedade de Filinto Muller em prol do grupo criminoso.
 
Para se defender, Marcel de Cursi afirmou que o Ministério Público foi induzido ao erro para não denunciar pessoas com foro. Dentre tais pessoas, o nome de Guilherme Maluf foi citado. O deputado, porém, salienta que o ataque a políticos busca “foro diferenciado”.
 
“Eu acho que, como todas essas delações, estão tentando adquirir aí um foro diferenciado, então o envolvimento de deputado acaba dando um foro diferenciado. É o que está acontecendo com alguns delatores que estão tentando envolver políticos que tem o foro privilegiado”, afirmou Malouf.

Deputados Estaduais devem ser julgados pelo Tribunal do local em que exercem as atividades parlamentares. Em Mato Grosso, os julgamentos são responsabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
“Estou muito tranqüilo, espero que seja investigado. Entendo que os políticos passem por esse tipo de situações. Agora é observar as apurações, acompanhar as apurações”, completou.

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