ESTADOS DA AMAZôNIA LEGAL FOCAM EM EXPOSIçãO INTERNACIONAL E LUTAM POR MAIOR SEGURANçA NA FRONTEIRA
11.08.2017

Os governadores da Amazônia Legal se reuniram nesta sexta-feira (11), em Cuiabá, para novamente debater temas que serão prioritários quando acontecer a criação do consócio envolvendo todos os estados da região. O foco das unidades da federação será na exposição internacional dos Estados e também no reforço da segurança nas fronteiras.


 
Fazem parte da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins Mato Grosso, Maranhão e Goiás. Para o governador Pedro Taques (PSDB), este é um trabalho que já dura a muito tempo: “Queremos a sustentabilidade ambiental, que precisa passar também pela sustentabilidade econômica e social. Cada estado tem seus próprios desafios e trabalharemos juntos para enfrentá-los”.
 
“Estivemos com o presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro Blairo Maggi (PP), mostramos a importância do consórcio dos Estados. As unidades da federação buscam resolver seus problemas independente da União. Estamos fazendo captação de recursos internacionais diretamente. Isso acontece com Mato Grosso, Acre, entre outros é um marco”, analisou o governador.
 
A avaliação dos governadores é que o foco do consórcio será expor as potencialidades dos estados para o mundo, tudo de forma conjunta. O crescimento da marca no exterior, voltada principalmente para o turismo é uma das prioridades. Isto, segundo o entendimento dos governadores, poderá atrair mais investidores e, consequentemente, dinheiro girando no caixa.
 
A outra preocupação dos governadores é a questão da segurança na fronteira: “A responsabilidade é da União, mas não vamos ficar de braços cruzados. Claro que vamos cobrar, mas também faremos a nossa parte. As secretarias de segurança estão tratando disto, para talvez termos um sistema de inteligência único e também para trazer o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) que é do Exército”, revelou Pedro Taques.
 
O governador do Acre, Tião Viana (PT), reforçou o coro: “Precisamos focar na segurança das nossas fronteiras. Por ali entra a maioria das drogas do país e também as armas. Olha como está o Rio de Janeiro? Não podemos deixar isto acontecer. Se não agirmos, continuará a crescer a criminalidade. Aproximadamente 80% dos presos na Amazônia legal são pelo narcotráfico. É preciso mudar esta realidade”.
 
Os chefes do Executivo aguardam agora a criação oficial do consórcio, que depende das Assembleias Legislativas de cada unidade da federação: “Os governadores têm de apresentar os projetos para depois termos a legalidade. Com isto, poderemos fazer aportes financeiros ao consórcio. Poderemos, por exemplo, fazer um acordo com o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, onde com o Banco Mundial, para resolver problemas locais”.

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