SILVAL ACUSA WILSON DE LEILOAR CANDIDATURA EM 2010 E PEDIR R$ 10 MILHõES
30.08.2017

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), em depoimento na Procuradoria Geral da República em maio deste ano, afirmou que o atual secretário de Cidades, Wilson Santos (PSDB), cobrou a quantia de R$ 10 milhões para "apoiá-lo" na reta final da campanha ao Governo de Mato Grosso, em 2010. Na ocasião, Wilson também disputou o comando do Estado contra Silval e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). 

Segundo o depoimento, Santos estava em terceiro colocado nas pesquisas, atrás de Barbosa e Mauro Mendes, com poucas chances de avançar ao segundo turno. Em setembro, mês que antecede as votações, Santos procurou Silval, que disputava a reeleição, por meio do então coordenador de campanha do tucano, o ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB).

Os dois candidatos fizeram uma reunião no apartamento de Sobrinho, onde foi houve a proposta de acordo. Na ocasião, Wilson contou a Silval que havia sido procurado por Mendes. “No apartamento de Osvaldo Sobrinho, Wilson pediu para conversar sozinho com o declarante, quando indagou se gostaria de ganhar no primeiro turno ou correr risco de ir para o segundo turno; segundo Wilson Santos, o candidato Mauro Mendes estava o procurando a fim de que ele, além de apoiar Mauro Mendes se virasse contra o declarante, sendo mais ostensivo e agressivo, fazendo com que o declarante tivesse muitas chances de perder o pleito”, diz o trecho do depoimento.

Segundo Silval, o tucano alegou que negociou apoio a Mauro Mendes pelo preço de R$ 10 milhões. Porém, ele teria decidido procurar Silval por “preferir” ajuda-lo. 

Wilson alegava que era adversário político de Mendes, com quem travou intensa disputa a prefeitura de Cuiabá em 2008, sendo que nesta eleição o tucano saiu vitorioso. “Segundo Wilson Santos, ele e Mauro Mendes estavam em uma tratativa no valor de R$ 10 milhões para que ele agisse de tal forma contra o declarante; segundo Wilson Santos, ele estava dando preferência aos declarantes, eis que para ele era melhor politicamente, haja vista que no ano de 2008 ele havia sido adversário político de Mauro Mendes, contudo, desde que fosse entregue o mesmo montante”, condicionou.

Segundo Wilson, a proposta de Mauro consistia na "cessão" de suas lideranças, como prefeitos, que apoiavam o tucano para a campanha do socialista. Além disso, ele passaria a atacar o ex-governador no programa eleitoral e nos debates realizados no rádio e televisão.

O ex-governador disse que não era possível pagar o valor pedido por Wilson e ofereceu R$ 5 milhões e, posteriormente, R$ 7 milhões ao adversário. Eles não entraram em acordo e combinaram de se encontrar em três dias. 

O encontro não aconteceu e Silval percebeu que dias depois, Santos passou a agredi-lo tanto em entrevistas, quanto em debates, deduzindo que ele havia firmado o acordo com Mauro Mendes. Apesar dos ataques fortes dos dois adversários, Silval conseguiu vencer no primeiro turno com uma pequena vantagem.

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