APóS INFORMAçãO DE POLICIAIS, SILVAL FICA 2 DIAS EM CASA DE SOBRINHA EM CONDOMíNIO DE LUXO
01.09.2017

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) “fugiu” para Nossa Senhora do Livramento, na região metropolitana de Cuiabá, e logo em seguida para um condomínio residencial de alto padrão, na Capital, após ser informado por dois investigadores da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública da Polícia Judiciária Civil (Defaz/PJC) da deflagração da primeira fase da operação “Sodoma”, no dia 15 de setembro de 2015. Do condomínio, ele só “reapareceu” em 17 de setembro para se entregar e passar cumprir o mandado de prisão preventiva.

A informação consta do acordo de colaboração premiada firmado entre o empresário Antônio Barbosa, irmão do ex-governador, e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele narra que numa oportunidade anterior, em 2012, os mesmos agentes já tinham avisado Silval sobre um inquérito que estaria investigando os precatórios do Governo do Estado. Na ocasião, o governador determinou a suspensão dos pagamentos.

“Que por volta de 2012, o Declarante foi procurado por Estevão de Arruda e Alaylson Pereira de Magalhães; porque queriam marcar uma reunião com Silval Barbosa para falar sobre uma investigação sobre precatórios que estava tramitando e se Silval Barbosa tinha conhecimento ou não; Que o Declarante marcou uma agenda com Silval Barbosa no próprio Palácio Paiaguás, tendo participado da reunião Silval Barbosa, o Declarante, Estevão de Arruda e Alaylson Pereira de Magalhães; Que durante a reunião os Investigadores informaram o teor da investigação e Silval Barbosa decidiu suspender o pagamento de todos os precatórios do Estado”, diz trecho da delação.

Três anos depois, no dia 15 de setembro de 2015, um dos investigadores procurou Antônio Barbosa relatando que “estaria acontecendo alguma coisa contra o Mano”. Com a informação, o empresário foi até a casa de Silval Barbosa e o levou até o escritório de seu advogado. Após o evento, eles partiram para Nossa Senhora do Livramento. Na mesma data, porém, retornaram para Cuiabá, onde ficaram até o dia 17 de setembro na casa de uma sobrinha de Silval, num condomínio de alto padrão em Cuiabá.

“Que em 15 de setembro de 2015, por volta das 09h00, o Declarante teve o primeiro contato com Estevão de Arruda, pois este avisou ao Declarante que ‘estaria acontecendo alguma coisa estranha contra o Mano’; Que o Declarante foi até a casa de Silval Barbosa e o levou até o escritório do advogado; Que saíram do escritório do advogado e foram para a estrada em direção a Livramento/MT, enquanto isso os advogados ficaram na cidade de Cuiabá/MT para levantar informações sobre o que estava acontecendo e ficou até o dia 17/09/2015 na casa da sobrinha Mariana, no Condomínio Belvedere, em Cuiabá/MT”, disse Antônio Barbosa.

O irmão do ex-governador disse que após os episódios não manteve mais contato com os investigadores da PJC.

INVESTIGAÇÃO CONTRA POLICIAIS

Em nota, a Polícia Civil afirmou que os policiais suspeitos de vazar informações foram colocados à "disposição" da Diretoria e que hoje eles realizam trabalhos administrativos.

A PJC diz ainda que ambos são investigados pela Corregedoria Geral da Polícia Civil e que as informações narradas na delação premiada serão "juntadas no inquérito policial".

Leia abaixo o texto na íntegra:

A Polícia Judiciária Civil informa que logo após a deflagração da 1ª fase da Operação Sodoma, a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz) colocou à disposição da Diretoria, os dois policiais civis suspeitos de vazamento da prisão do ex-governador Silval Barbosa.

Os policiais estão no trabalho administrativo e são investigados pela Corregedoria  Geral da Polícia Civil, onde já há procedimento instaurado para apurar o vazamento da operação. Diante das novas informações, as provas serão juntadas no inquérito policial que está em trâmite da Corregedoria.

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