SECRETáRIO DE TAQUES CHAMA FAMíLIA BARBOSA DE QUADRILHA E CRê EM ANULAçãO DE DELAçãO
04.09.2017

O secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho de Lima, acredita que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) terá os seus benefícios da delação premiada com a Procuradoria Geral da República anulados por ter mentido em alguns fatos. Ele citou as declarações de Silval sobre as reuniões com o atual governador Pedro Taques (PSDB) durante a campanha de 2014 onde houve proposta de “ajuda” em sua campanha. “Tenho certeza que a delação do Silval tem verdades, mas tem verdades que foram utilizadas para dar veracidade a algumas mentiras, como esta citação do Pedro Taques. Na verdade, foi o Silval que pediu por várias vezes essa agenda porque a preocupação dele era acontecer o que no final acabou acontecendo: as aberturas das sindicâncias. Ele com certeza vai acabar perdendo essa delação, assim como está acontecendo com o ex-senador Delcídio Amaral”, disse em entrevista a Rádio Capital FM.

Ainda sobre os encontros, José Adolpho afirmou que Pedro Taques, na época senador, não podia deixar de se encontrar com o governador do Estado. Além disso, a reunião ocorreu com outros políticos, como o senador Blairo Maggi e o então prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. “Eu não vejo problema nenhum em conversar, os problemas são os tipos de conversas. Esse pedido de apoio a campanha não aconteceu tanto que o resultado do governo Taques foi esse: as auditorias que ajudaram o Ministério Público e a justiça a desmascarar tudo que aconteceu”, pontuou.

O secretário também atacou Silval e sua família. Segundo ele, trata-se de uma quadrilha que causou mortes no estado. “Vamos as verdades dos fatos: o Silval é um ladrão. Ele, a esposa, o filho e o irmão são uma quadrilha. Eles roubaram dinheiro público que causaram mortes em hospitais, mortes pela falta de segurança pública e causaram problemas na educação de uma geração. Ele tinha que ser responsabilizado por esses crimes”, afirmou.

O ENCONTRO

Em um dos anexos da delação premiada de Barbosa, Silval revelou que teve encontros com Taques, Blairo Maggi e Mauro Mendes onde houve a proposta de não se investir na campanha de Lúdio Cabral (PT), adversário do tucano, e doação de R$ 20 milhões para a campanha dele. Como “recompensa”, Taques teria feito o compromisso de não investigar a gestão do peemedebista.

Segundo Silval, após a eleição, o governador fez um agradecimento em público durante uma confraternização na chácara do empresário Eraí Maggi. O encontro teria sido presenciado ainda pelo ministro Blairo Maggi (PP) e o empresário Eraí Maggi.

Questionado sobre o envolvimento do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), José Adolpho revelou ter tido uma longa conversa com o deputado e que acredita em sua versão de que não está envolvido nos esquemas relatados por Silval Barbosa. Adolpho sinalizou que não haverá trocas na liderança do Governo. “O Dilmar continua líder, conversei longamente com ele que terá o momento de sua defesa, como todos os outros citados terão. Ele nega veementemente que isso tenha ocorrido e eu tenho que acreditar nele, pois todos são inocentes até que se prove o contrário”, destacou. 

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