EX-ALIADO PREVê "FORTES EMOçõES" E QUE DELAçãO DE SILVAL ATINGIU TODOS PODERES
23.08.2017

O deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) disse nesta quarta-feira (23) que a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda causará “fortes emoções” aos profissionais de imprensa, que acompanham o dia a dia da política mato-grossense. Segundo ele, não só o Poder Executivo, mas o Tribunal de Justiça (TJ-MT), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), além do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), também serão atingidos.

"Vocês que são da imprensa terão fortes emoções nos próximos dias”, disse o deputado estadual.

Romoaldo Júnior comentava a veiculação de uma matéria no edição do MT TV 2ª Edição da última terça-feira (22). A reportagem informava trechos da suposta delação premiada do ex-governador Sival Barbosa e que está sob segredo de justiça, dizendo que durante a campanha ao governo em 2014, Silval teria sido orientado pelo então senador Blairo Maggi (PP) e pelo ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), a se “aproximar” de Taques para um “acordo”.

O ex-chefe do executivo se comprometeria a não investir na candidatura de Lúdio Cabral (PT), adversário de Pedro Taques, que em troca não investigaria ações do antecessor. A matéria dizia ainda que uma reunião entre Taques, Mauro Mendes, Blairo Maggi e Silval Barbosa foi realizada na casa do ex-prefeito da Capital. 

Em outro momento da campanha, Mauro Mendes ainda pediu ao ex-governador uma doação de R$ 20 milhões à campanha de Taques. Ele acabou vencendo a disputa pelo Governo em 2014 ainda no primeiro turno, derrotando Lúdio. Os três políticos negam o encontro e as conversas.

Romoaldo, porém, não acredita que Silval e Taques tenham realizado um acordo. Para ele, o atual chefe do Poder Executivo de Mato Grosso sempre foi “duro” nas críticas ao antecessor, e espera que a justiça esclareça o caso.

“A postura do governador Pedro Taques, no início do Governo, foi muito dura em relação ao Governo anterior. É difícil acreditar que o governador eleito tenha feito um acordo financeiro. O Governo bateu duro no Governo anterior, perseguindo, denunciando. Eu não acredito que alguém que faça esse tipo de acordo tome essa postura. A gente vai esperar o resultado da Justiça”, disse o parlamentar.

O próprio Romoaldo também teria sido um dos alvos da delação de Silval. O ex-governador afirmou que recebeu uma propina entre “R$ 200 mil e R$ 300 mil” da Canal Livre S/A, empresa responsável pela implantação da tecnologia da informação e comunicação (TIC) da Arena Pantanal, estádio construído para abrigar os jogos da Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá. Os recursos teriam sido repassados para a organização “não ter problemas com o pagamento” de contratos com o Governo do Estado na gestão Silval. O deputado estadual teria sido o intermediário do esquema.

Para o peemedebista, no entanto, as informações prestadas por Silval em sua delação premiada são frutos de um suposto “abandono” pelo qual o ex-chefe do executivo teria sentido ao ficar 21 meses preso – o ex-governador foi mandado a prisão em setembro de 2015 e solto só em junho deste ano -, e que, em virtude da circunstância, o ex-chefe do executivo “coloca todo mundo no mesmo saco”.

“Uma pessoa que passa 21 meses preso, que foi governador de Mato Grosso, que passa a faixa para o sucessor, ele não espera ser preso, sem uma condenação. Silval sofreu muito na cadeia, e eu tenho certeza que ele sentiu abandonado, não só por mim, mas por muitos deputados que apoiaram, pelos senadores, pelos deputados federais, por membros do PMDB, e quando a pessoa sai e fala: eu não quero voltar mais lá.  E aí coloca todo mundo no mesmo saco”.

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